Um caminhoneiro de Rondonópolis viveu momentos de terror após ser sequestrado, ter o caminhão roubado e ser mantido em cárcere privado na Grande São Paulo durante 48h. A vítima, Donizete Rodrigues, de 42 anos, havia viajado para buscar uma carga na capital paulista. Na terça-feira (11), ele ainda conseguiu enviar sua localização para a esposa. Depois disso, praticamente não respondeu mais. As únicas mensagens eram curtas, dizendo: “amor, eu tô bem, te amo”. Na manhã de quarta-feira (12), a irmã tentou contato, mas não obteve retorno.
No início da noite de quarta-feira (12), a esposa decidiu consultar o rastreamento do caminhão e percebeu que o veículo seguia em sentido contrário ao previsto, distante da rota de volta para Rondonópolis. A família passou a suspeitar imediatamente de sequestro. Em seguida, a esposa do caminhoneiro recebeu um áudio em que se ouvia a voz de um suspeito dizendo: “fala, agora pode falar”.
Desesperada, a irmã de Donizete saiu de Rondonópolis à meia-noite, já na madrugada de quinta-feira (13), seguindo a localização do caminhão. Pelo GPS, o veículo estaria em Nova Alvorada do Sul, mas quando ela chegou à cidade, o rastreador já apontava que o caminhão estava em Rio Brilhante e depois em Douradina, no Mato Grosso do Sul.
A irmã de Donizete acionou a Polícia Civil de Rondonópolis, que pediu apoio à PRF de Dourados.
Por volta das 7h30 da manhã de quinta-feira (13), os policiais encontraram o caminhão em um posto de combustível próximo a Dourados. O homem que dirigia o veículo disse que não sabia de nada e que havia sido contratado apenas para levar a carga.
Ainda na tarde de quinta-feira (13), os sequestradores ligaram para a esposa de Donizete exigindo R$ 50 mil via pix para libertá-lo. A Polícia Civil de Rondonópolis acionou equipes de São Paulo, que conseguiram identificar a área onde o caminhoneiro estava sendo mantido, por meio do rastreamento do telefone dos sequestradores.
Com várias viaturas chegando à região, os criminosos perceberam a movimentação. A Polícia Civil enviou uma mensagem direta aos sequestradores informando que o cativeiro havia sido descoberto e ordenando a liberação da vítima.
Minutos depois, Donizete conseguiu pedir socorro usando o telefone de um funcionário da praça de pedágio da rodovia Anhanguera, próximo ao trevo do Rodoanel, saída para Campinas. Ele foi resgatado pela polícia logo em seguida.
A irmã de Donizete relatou que, se os bandidos tivessem rompido a fronteira com o Paraguai, a cerca de 120 km, acredita que o irmão teria sido morto em seguida.





