Vereadora Dra. Luciana Horta cobra melhorias no atendimento a pacientes renais em Rondonópolis

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Vereadora Dra. Luciana Horta cobra melhorias no atendimento a pacientes renais em Rondonópolis

Parlamentar alerta para falhas no serviço de hemodiálise e pede agilidade nas cirurgias de fístula arteriovenosa

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Após pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal nesta quarta-feira (5), a vereadora Dra. Luciana Horta (PL) voltou a cobrar atenção das autoridades de saúde sobre a situação dos pacientes renais crônicos atendidos no Centro de Nefrologia de Rondonópolis.

Durante o discurso, a vereadora, que também atua na área da saúde, apresentou dados sobre o atendimento de hemodiálise no município. Segundo ela, a doença renal crônica é uma das principais causas de internação e morte, e o município enfrenta falhas na estrutura e na execução de procedimentos necessários.

“Estamos falando de vidas. De pessoas que dependem da hemodiálise para sobreviver, e que hoje enfrentam um sistema que insiste em funcionar no limite. Há turnos de diálise terminando quase meia-noite, e pacientes morrendo por falta de acesso vascular adequado. Isso é inaceitável”, afirmou Dra. Luciana.

O Centro de Nefrologia atende cerca de 180 pacientes, sendo que 20 já foram transferidos para outra clínica. Mesmo assim, a unidade mantém um quarto turno de hemodiálise, prática não permitida por lei e inexistente em outros lugares.

A vereadora também cobrou agilidade na realização de cirurgias de fístula arteriovenosa, que garantem o tratamento dos pacientes. Atualmente, quase 50 pessoas aguardam na fila, e o serviço realiza apenas duas cirurgias por semana. “Enquanto o sistema demora, os pacientes sofrem infecções, tromboses e falência de acesso vascular. É uma dor silenciosa que precisa ser ouvida”, reforçou.

Luciana lembrou ainda que portarias e resoluções do Ministério da Saúde e da Anvisa estabelecem regras para o funcionamento dos serviços de diálise, como a RDC nº 11/2014, que trata das boas práticas, e a Portaria nº 1.675/2018, que define que a criação de fístulas é responsabilidade pactuada da gestão pública de saúde.

“Essas normas não podem ser apenas papéis na gaveta. Precisam ser aplicadas. Estamos pedindo o básico: respeito à vida e à dignidade dos pacientes renais”, concluiu.

A parlamentar informou que protocolou ofícios e requerimentos à Secretaria Municipal de Saúde solicitando esclarecimentos sobre a contratualização das clínicas, o cumprimento das normas sanitárias e a ampliação do número de cirurgias de fístula arteriovenosa.

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