Conheça o avião de carga militar gigante dos EUA que pode carregar até quatro caças F-35

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Windrunner poderá acomodar caças F-35 em seu interior sem a necessidade de desmontá-los -Divulgação/Radia

Conheça o avião de carga militar gigante dos EUA que pode carregar até quatro caças F-35

Maior aeronave de carga do mundo, Windrunner será capaz de transportar caças e helicópteros sem desmontagem

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Uma startup sediada no Colorado, nos Estados Unidos, está construindo o maior avião de carga do mundo, apelidado de Windrunner, que promete revolucionar o transporte militar a partir de 2030, quando deve entrar em operação.

A aeronave, inicialmente projetada para carregar pás de turbinas eólicas de até 100 metros, agora será adaptada para transportar equipamentos militares, como caças F-35, considerados os jatos mais avançados do mundo, sem a necessidade de desmontá-los, como ocorre hoje.

Segundo a fabricante Radia, o Windrunner terá capacidade para transportar até quatro caças F-35, quatro jatos F-16, seis helicópteros CH-47 Chinook ou, então, doze helicópteros AH-64 Apache, todos prontos para uso imediato ao desembarcar.

Isso é possível porque a aeronave não exige a desmontagem de equipamentos, um problema comum nos aviões de carga atuais, como o C-17 Globemaster III, da Boeing, que requer a remoção de rotores de helicópteros para transporte.

Maior avião de carga do mundo

O Windrunner impressiona pelas dimensões. São 109 metros de comprimento, 80 metros de envergadura (distância entre as extremidades das asas) e 24 metros de altura, de acordo com a fabricante.

Os números fazem a aeronave superar até mesmo o ucraniano Antonov Mriya, maior avião de carga já construído no mundo, destruído após um ataque da Rússia em fevereiro de 2022, no início da guerra entre os dois países.

O volume de carga do Windrunner é de cerca de 6.800 metros cúbicos, sete vezes maior que o do C-5 Galaxy, da Lockheed Martin, e 12 vezes maior que o do C-17, dois dos principais aviões de transporte militar de carga usados pelos EUA.

Apesar de poder carregar até 72 toneladas, menos peso que o C-17, o diferencial da aeronave é o espaço interno. “As capacidades militares modernas muitas vezes ficam sem espaço antes de ficarem sem peso”, justifica a Radia.

Isso significa que o Windrunner resolve o problema de volume dos atuais aviões de carga, permitindo transportar equipamentos grandes, como radares de longo alcance ou hospitais móveis, sem o já mencionado entrave da desmontagem.

Versatilidade

Expectativa é de que o avião esteja operacional até 2030 – Divulgação/Radia

Outro destaque é a capacidade do Windrunner de operar em pistas não pavimentadas de apenas 1.800 metros, bem mais curtas que os 2.400 metros exigidos por aviões como o C-17 com carga máxima.

Isso facilita o uso em regiões remotas ou em cenários de guerra, como o Indo-Pacífico, onde os Estados Unidos mantêm grande presença militar, como destacado pelo jornal indiano The Economic Times.

De acordo com a fabricante, a aeronave terá uma autonomia de 2.000 km sem reabastecimento aéreo, um pouco abaixo dos 2.170 km do F-35, e uma velocidade máxima de Mach 0.6 (cerca de 740 km/h).

Uso militar e civil

A Radia, fundada em 2016, planeja que o Windrunner também atenda ao mercado civil, para o qual ele foi originalmente projetado. O objetivo é transportar pás de turbinas eólicas, de até 100 metros de comprimento, diretamente para parques eólicos terrestres.

Essas pás, usadas em turbinas para geração de energia eólica, são extremamente longas e difíceis de transportar por terra devido a restrições de infraestrutura, como estradas e pontes.

Para os militares, a aeronave será usada em operações de sustentação de combate, mobilidade de aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), operações no Ártico e respostas rápidas a desastres humanitários.

A empresa já arrecadou US$ 130 milhões para o projeto, de acordo com a PitchBook, e firmou uma parceria de pesquisa com o Comando de Transporte dos EUA em maio deste ano, segundo o site Business Insider.

Embora a Radia tenha divulgado apenas imagens digitais do Windrunner, sem protótipos confirmados, a expectativa é que o avião esteja operacional até 2030.

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