Discussão acalorada marca sessão da Câmara após audiência sobre feminicídio

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Lucas Perrone

Audiência realizada na segunda; repercurtiu na sessão de ontem da Câmara

Discussão acalorada marca sessão da Câmara após audiência sobre feminicídio

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Uma forte troca de acusações marcou o encerramento da sessão de ontem da Câmara de Vereadores de Rondonópolis. O debate envolveu os vereadores Alykson Reis (Podemos), Mariuva Valentin Chaves (MDB) e Vinícius Amoroso (PSB), tendo como estopim a audiência pública realizada na última segunda-feira, que discutiu o feminicídio em Mato Grosso. O evento foi realizado pela Assembleia Legislativa e foi iniciativa da deputada estadual Edna Sampaio (PT) e faz parte de uma série de três audiências públicas dedicadas ao tema.

A primeira foi na capital, a segunda em Rondonópolis e a terceira será hojem em Cáceres.

Críticas de Alykson

Durante seu discurso, Alykson Reis afirmou que a audiência teria sido “desvirtuada” e transformada em um ato político. Segundo ele, o debate acabou priorizando temas como linguagem neutra e até manifestações de apologia ao Hamas.

“Uma falta de respeito tremenda com a população, ainda mais que estão usando uma estrutura pública, pagando servidores para isso”, disse.

O parlamentar reforçou que defende o combate ao feminicídio, mas criticou o teor de alguns pronunciamentos feitos no encontro.

“As pessoas utilizando-se da Casa de Leis para ficar fazendo apologia, usando ‘todes’”, afirmou.

Alykson foi além e declarou sentir-se envergonhado, sugerindo que a Câmara deveria proibir esse tipo de evento no futuro.

Reação de Mariuva

As declarações geraram forte reação da vereadora Mariuva Valentin Chaves, que classificou o discurso como um ato de violência política.

“Me sinto envergonhada. Essa Casa de Leis é aberta a todas as pessoas, independente da ideologia política”, rebateu.

Mariuva defendeu que a audiência teve como foco a defesa da vida das mulheres, e não bandeiras partidárias.

Vinícius Amoroso também se manifesta

O vereador Vinícius Amoroso (PSB) saiu em defesa da audiência pública e disse que o mais importante era o foco na preservação da vida.

“O debate que importa é o da vida e não do pronome que se usa”, destacou.

A polêmica deve continuar repercutindo na Casa de Leis, já que o tema divide opiniões e expõe o embate entre diferentes visões sobre a condução de debates públicos no Legislativo municipal.

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