Cuidado com golpe nas redes sociais: fique atento com ofertas tentadoras demais

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Mike Alves

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Cuidado com golpe nas redes sociais: fique atento com ofertas tentadoras demais

Fique atento e saiba como se proteger com dicas essenciais sobre o cuidado com golpe nas redes sociais para evitar prejuízos financeiros e roubo de dados.

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Você já viu uma promoção tão absurda que chegou a duvidar? Talvez até tenha clicado na loja para verificar se o preço estava certo. A sensação é de que seria um erro não aproveitar, quase como se fosse um idiota por deixar passar. 

Pois é, esse é o tipo de armadilha perfeita para enganar consumidores. O golpe nas redes sociais se espalhou e hoje é um dos crimes digitais mais comuns no Brasil.

O problema é que os golpistas se especializaram. Eles criam sites falsos, perfis clonados e anúncios pagos que parecem legítimos. O objetivo é convencer você de que está diante de uma grande oportunidade. Só que, no fim, o produto nunca chega, o dinheiro some e a dor de cabeça fica.

Como funciona o golpe das lojas falsas

Segundo levantamento recente, quase metade das fraudes online registradas no Brasil está ligada a compras em lojas falsas. Entre janeiro e maio de 2025, mais de 5.300 denúncias apontaram esse tipo de golpe. Em média, o prejuízo por vítima chegou a R$ 740.

O esquema costuma começar com anúncios chamativos em redes sociais. O consumidor clica, acessa uma página que parece real e finaliza a compra, geralmente por PIX. Depois disso, não recebe e-mail de confirmação e, em pouco tempo, o site sai do ar. 

A prática é tão comum que já lidera os registros em estados como Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.

Outros dois tipos de fraudes também chamam atenção. O primeiro é o golpe da empresa clonada, em que criminosos replicam sites de marcas famosas para vender produtos inexistentes. 

O segundo é o golpe do vendedor de usados, quando contas de redes sociais são invadidas para oferecer itens falsos aos seguidores. Esse último costuma gerar os maiores prejuízos, ultrapassando R$ 1.800 em média.

Redes sociais como vitrine dos criminosos

As redes sociais se tornaram o principal canal para a propagação desses golpes. Perfis clonados de empresas e anúncios pagos criam um ambiente de falsa credibilidade. Para o consumidor, a promoção parece legítima, mas na prática não passa de uma armadilha.

O setor de turismo, por exemplo, tem sido alvo constante. Hotéis, pousadas e empresas de hospedagem relatam que tiveram perfis falsos criados para enganar clientes. Essas páginas oferecem pacotes com descontos muito altos, atraem vítimas e desaparecem logo depois do pagamento.

Esse cenário mostra como os criminosos estão cada vez mais organizados. Muitos chegam a registrar CNPJs de fachada e usam recursos das próprias plataformas para aplicar golpes. Sem fiscalização eficiente, a sensação é de que a internet virou terreno fértil para fraudes. É por isso que órgãos como Procon e Senacon reforçam a importância de denúncias e fiscalização mais rígida.

Como se proteger contra golpes nas redes sociais

Evitar cair em um golpe exige atenção e disciplina. A primeira dica é desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado. Promoções exageradas raramente são reais.

Outro ponto é conferir a URL do site. Endereços oficiais costumam terminar em “.com.br” ou “.com”. Domínios suspeitos, como “.top” ou “.xyz”, devem acender um alerta. Subdomínios também são indícios claros de fraude. Se encontrar algo como “lojacasasbaia.mercado.com.br”, desconfie na hora.

Também é importante pesquisar sobre a loja antes de comprar. Sites como Reclame Aqui ou uma busca rápida no Google ajudam a identificar se já houve denúncias. Nunca realize pagamentos fora da plataforma oficial. Golpistas costumam insistir em transferências via PIX ou boletos por fora. Esse é um dos sinais mais comuns de fraude.

Evite ainda utilizar redes Wi-Fi públicas para efetuar compras. Esse tipo de conexão facilita o roubo de dados e aumenta os riscos. Prefira sempre a rede móvel ou uma conexão privada.

Orientações finais para não cair em armadilhas

A recomendação final é simples: seja cauteloso. Ofertas muito atrativas geralmente escondem armadilhas. Antes de inserir dados de pagamento, confirme se o site é oficial. Não tenha pressa, porque a urgência é justamente a estratégia usada pelos golpistas.

De acordo com especialistas de uma Agência de Social Media, a principal dica é sempre verificar a autenticidade do link antes de comprar. Eles reforçam que promoções exageradas são iscas para roubar informações e que a pressa pode custar caro.

O consumidor precisa entender que, no ambiente digital, a segurança depende de atenção em cada detalhe. A internet pode ser uma grande aliada, mas só para quem navega com cuidado e não se deixa levar por promessas fáceis.

Conclusão

O golpe nas redes sociais já não é exceção, mas uma prática recorrente que cresce junto com o aumento das compras online. A pressa em aproveitar ofertas chamativas e a confiança em anúncios pagos tornam os consumidores presas fáceis para criminosos digitais. 

Por isso, cada detalhe conta: observar o link, verificar se a loja é oficial, desconfiar de preços fora da realidade e nunca pagar fora da plataforma são passos simples que podem evitar grandes prejuízos.

A recomendação de especialistas é clara: cuidado nunca é exagero. Ao conferir a legitimidade da compra e adotar hábitos seguros, você protege não só o seu bolso, mas também seus dados pessoais. 

A internet pode ser um espaço de oportunidades, mas só gera resultados positivos para quem age com atenção e cautela.

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