Luciana Horta tornou-se a vereadora mais votada da última eleição em Rondonópolis, conquistando 3.605 votos, o equivalente a 2,93% dos votos válidos, um feito que surpreendeu muita gente, já que era sua primeira candidatura. Após a eleição, sua popularidade cresceu rapidamente, especialmente nas redes sociais: em poucos meses, o Instagram da médica se tornou o mais seguido entre todos os vereadores da cidade. Esse crescimento de destaque, aliado às pautas que defende, sobretudo nas áreas de saúde e proteção às mulheres, colocou Luciana como um dos nomes mais cotados para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pelo Partido Liberal (PL) em 2026.
Mesmo diante de nomes mais experientes como o do Presidente da Câmara Paulo Schuh, da vereadora Kalynka Meirelles e até da primeira-dama Alessandra Ferreira, Luciana parece despontar como a favorita do PL, pelo menos segundo os bastidores da política local.

Potencial para ocupar o espaço de Janaína Riva na ALMT?
Janaína Riva é considerada por muitos a mulher mais influente da política mato-grossense. Com três mandatos na Assembleia, sendo a deputada mais votada em 2018 e 2022, ela deve abrir mão de uma nova disputa estadual para concorrer ao Senado em 2026, possivelmente enfrentando o governador Mauro Mendes. Para muitos analistas, permanecer na Assembleia seria uma estagnação para uma política com sua popularidade e histórico eleitoral expressivo.
Caso Janaína deixe a Assembleia, ficará vago um espaço importante: o de uma voz feminina combativa, conservadora e defensora das mulheres. Luciana Horta poderia ocupar esse lugar? Até o momento, ela tem demonstrado coragem política, mesmo com pouca experiência, lembrando a trajetória de Janaína em 2014, quando entrou para a vida pública. Luciana não se intimida nem mesmo diante de embates com o Executivo, do qual faz parte e ao qual demonstra apoio.
O PL também tem sinalizado interesse em apoiar seu crescimento. O senador Wellington Fagundes, provável candidato ao governo estadual pela direita, já apresentou a vereadora ao público em eventos importantes, como o Festival de Praia de Tesouro, destacando-a com elogios. Com apoio, Luciana pode se eleger deputada estadual e ser considerada uma “nova Janaína”, embora a comparação carregue peso, já que a trajetória de Janaína Riva é referência para muitas mulheres na política.

Disputas internas no PL
A possível escolha de Luciana como candidata do PL à Assembleia Legislativa não agradou a todos dentro do partido. A legenda deve lançar apenas dois nomes de Rondonópolis na disputa, por estratégia eleitoral: uma das vagas será de Zé Márcio Guedes, ex-vereador e atual secretário-geral do PL em Mato Grosso. Isso gera insatisfação entre vereadores veteranos do partido, que também querem concorrer e almejam alavancar a carreira política.
Essa movimentação pode ter até abalado a relação entre Luciana e o prefeito Claudio Ferreira, que planejava lançar a primeira-dama Alessandra Ferreira como candidata pelo PL. Recentemente, a tensão ficou evidente: Luciana propôs nomear o CRAS da Vila Rica em homenagem a uma moradora importante, mas o projeto foi vetado pelo executivo. Antes mesmo da Câmara votar o veto, o Executivo apresentou um novo projeto em regime de urgência para nomear o CRAS homenageando outra personalidade. O projeto foi aprovado pela Câmara, o que irritou Luciana. Na última sessão, ela criticou duramente a situação, afirmando que a Casa (câmara) estava “enfraquecida”.
Com a eleição de 2026 se aproximando, muita água deve passar por baixo da ponte. Os recentes episódios mostram apenas uma prévia das disputas que marcarão a corrida pelas vagas na Assembleia Legislativa no próximo ano.





