A 13ª pessoa ouvida pela Comissão Especial de Investigação (CEI), que apura a situação da Santa Casa de Rondonópolis, foi Cláudia Lucila Pereira de Oliveira, representante da empresa Precisa – Sistematização Organizacional SIS Ltda, contratada pelo hospital para serviços de gestão documental.
Durante o depoimento, Cláudia revelou que havia grande dificuldade na organização dos documentos da unidade de saúde e apontou a existência de uma dívida de mais de R$ 1,5 milhão que não foi quitada pela Santa Casa.
Segundo ela, os documentos estavam armazenados no sexto andar do hospital, em um local que funcionava como depósito. “Pegamos praticamente um ‘lixo’, disse.
Por outro lado, ela revelou que entregou 14 mil caixas com mil documentos cada, que passaram por triagem, classificação, organização e limpeza.

Apesar do contrato prever a digitalização dos documentos, Cláudia afirmou que essa etapa não foi realizada porque não houve solicitação por parte da instituição. “Era por demanda, e a Santa Casa simplesmente não solicitou os documentos que seriam digitalizados. Alegavam que não havia orçamento para isso”, disse.
Ela explicou que, além da digitalização, o contrato previa serviços como triagem, classificação, organização, limpeza e guarda dos documentos. Como não houve demanda específica pela digitalização, não houve cobrança por esse serviço.
Cláudia destacou ainda que, na fase final do contrato, a Santa Casa começou a atrasar os pagamentos. Diante da inadimplência, a empresa acionou o hospital judicialmente para receber os valores devidos e devolveu os documentos que estavam sob sua guarda.
Na semana que vem o representante da empresa CBS Serviços Médicos Ltda, Douglas Dolce Domingues deve ser ouvido pelos vereadores.





