Qual a melhor hora e dia para estudar online?

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Mike Alves

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Qual a melhor hora e dia para estudar online?

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Seja em cursos de idiomas, capacitações profissionais ou formações livres – como os voltados à tecnologia e cursos de finanças –, cada vez mais pessoas recorrem à internet para aprender. No ensino superior, por exemplo, quase 5 milhões de estudantes já estão matriculados em cursos a distância, o que representa 49% do total de matrículas nessa etapa, conforme aponta o Ministério da Educação (MEC).

Esse cenário acompanha um movimento global. De acordo com uma pesquisa da Precedence Research, o mercado de e-learning, ou aprendizagem eletrônica, deve alcançar US$ 378,26 bilhões em 2025 e ultrapassar US$ 2 trilhões até 2034, impulsionado pela flexibilidade, pela personalização e pelas novas tecnologias de ensino.

No entanto, para quem estuda remotamente, definir o melhor horário e dia para se dedicar aos estudos pode gerar dúvidas. A resposta depende de fatores individuais, como rotina profissional, metas pessoais e cronotipo, mas levantamentos de plataformas educacionais e estudos científicos ajudam a mapear padrões de comportamento que podem servir de orientação para quem busca melhorar seu desempenho.

Dados do Apoia Analytics 2025, levantamento realizado com informações de estudantes da plataforma de cursos Apoia, indicam que os dias da semana com maior volume de estudo são terça, quarta, quinta e domingo. Os horários de pico se concentram no fim da manhã (entre 11h e 12h), no fim da tarde (17h às 18h) e no período noturno (após as 20h). Já no domingo, a maior parte dos acessos acontece após as 18h, enquanto o sábado registra a menor atividade.

O cofundador e CEO da Apoia, Rangel Barbosa, destaca que, entre profissionais adultos, o comportamento costuma variar conforme três principais perfis: aqueles que conseguem estudar durante o expediente de trabalho; quem só encontra tempo para estudar em casa, à noite ou nos intervalos entre jornadas; e os que só têm disponibilidade nos finais de semana.

Rangel também revela que os profissionais com jornadas irregulares, como os da área da saúde, aparecem como exceção. “Nesse grupo, o hábito de estudar se mantém durante a  madrugada”, revela.

O que diz a ciência?

A ciência também tem se buscado entender a relação entre horário de estudo e desempenho cognitivo. Rangel destaca o estudo intitulado Morning Brain: real-world neural evidence that high-school class time impacts attention, que mostrou que o cérebro tende a ter picos de atenção entre 9h e 12h.

“Resultados semelhantes também aparecem em outros estudos, como o ‘Chronotype, Class Times and Academic Achievement’ que relaciona o melhor desempenho acadêmico a cronotipos matutinos quando as aulas começam neste intervalo”, acrescenta o CEO da Apoia.

Por outro lado, pesquisadores do Imperial College London analisaram dados de mais de 26.000 pessoas e descobriram que a preferência de um indivíduo por atividades noturnas e matinais também pode afetar o desempenho nos estudos. Adultos que são naturalmente mais ativos à noite podem estudar melhor nesse horário.

A mesma pesquisa aponta que dormir entre sete e nove horas por noite é fundamental para a função cerebral e pode melhorar funções cognitivas, como raciocínio, memória e velocidade de processamento de informações. Em contraste, aqueles que dormem menos que isso sentem um efeito prejudicial à função cerebral.

Pensando nisso, Rangel recomenda que cada estudante experimente diferentes faixas de horário até identificar aquelas em que há mais foco e disposição. “Eu, por exemplo, funciono muito bem de manhã e no fim da noite. Isso pode ser diferente dependendo do perfil de cada pessoa”, acrescenta.

Confira dicas que podem trazer melhores resultados durante o estudo

Embora não exista uma fórmula única para todos, algumas estratégias podem ser úteis para a maioria dos estudantes que buscam maior foco e constância nos estudos online. Para Rangel, o mais importante é a consistência, focando em sempre garantir ao menos duas horas de estudo por semana.

“Pesquisas demonstram que quando você dedica ao menos 2 horas de estudos para idiomas, matemática, instrumentos musicais e outras atividades, você terá um ganho de proficiência consistente. O mesmo aplica-se à vida profissional”, destaca.

Outro ponto importante é entender o cronograma pessoal e profissional. Criar blocos regulares de estudo, com duração entre 30 minutos e 1 hora, e distribuí-los com intervalos de 24 a 48 horas ajuda a manter o ritmo sem sobrecarga.

O especialista também aponta que escolher estudar um tema que possa ser aplicado rapidamente no dia a dia também favorece o engajamento. “Poucas coisas são mais motivadoras do que enxergar na prática o impacto do que você acabou de aprender.”

Além disso, é interessante tentar buscar se divertir enquanto estuda. A aprendizagem exige esforço e disciplina, mas quando o conteúdo faz sentido e desperta interesse, o processo se torna mais leve e estimulante.

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