Rondonópolis recebeu na tarde deste domingo (3) mais uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento, realizado em frente ao shopping da cidade, teve início com discursos de autoridades e, em seguida, os participantes saíram em passeata pela avenida Rotary Internacional.

Durante o trajeto, o coro mais repetido pelos manifestantes foi: “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”.
Este foi o maior ato do gênero em número de participantes, se comparado aos últimos realizados na cidade, e contou com a presença dos deputados federais José Medeiros (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL), além do prefeito Cláudio Ferreira (PL) e vereadores da base de direita. Os empresários Odílio e Tânia Balbinotti, apoiadores do ex-presidente, também marcaram presença.Odílio chegou a ensaiar uma pré-candidatura ao governo e Tânia foi secretária de Saúde na gestão Cláudio Ferreira.
O protesto foi marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Além de bandeiras do Brasil, os manifestantes exibiram um boneco em tamanho real de Jair Bolsonaro.
Durante seu discurso, o prefeito Cláudio Ferreira acusou o governo Lula de ter se isolado no cenário internacional. “Preferiu jogar o Brasil no abismo diplomático em nome do poder”, declarou. Ele também classificou o 3 de agosto como uma data histórica. “O Brasil está dando uma resposta ao mundo livre. Não custa lembrar que cada um de nós está fazendo a nossa parte.”
Cláudio ainda cobrou dos presidentes da Câmara e do Senado a votação da chamada Lei da Anistia. “Essa lei é fundamental para garantir que tenhamos eleições livres”, afirmou.

O deputado federal José Medeiros, em entrevista ao Primeira Hora, também fez duras críticas ao presidente. Segundo ele, Lula estaria entregando o Brasil ao Partido Comunista Chinês. Medeiros ainda responsabilizou o petista pelo “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. “Isso é obra do Lula. Ele tem afrontado Trump porque quer o tarifaço”, disparou.
O parlamentar também criticou a atuação do Congresso Nacional, classificando Senado e Câmara como inertes. “Precisamos substituir os senadores que não estão fazendo nada”, concluiu. Medeiros reafirmou, ainda, sua pré-candidatura ao Senado.





