Evite erros na triagem: 5 boas práticas no uso de etiquetas em laboratórios de análises clínicas

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Mike Alves

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Evite erros na triagem: 5 boas práticas no uso de etiquetas em laboratórios de análises clínicas

Rotulagem correta contribui para segurança dos pacientes e qualidade dos exames em análises clínicas

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Nos bastidores dos exames laboratoriais, um detalhe aparentemente simples pode fazer toda a diferença: a etiqueta de identificação. Utilizada para rotular tubos, frascos e amostras biológicas, ela garante que cada material esteja corretamente associado ao paciente. Erros nessa etapa podem comprometer todo o processo, gerando retrabalho, atrasos e, em casos extremos, prejuízos à saúde do paciente. 

Com o crescimento da demanda por exames laboratoriais e o avanço da automação nos processos, as boas práticas na utilização de etiquetas têm ganhado ainda mais relevância. Quando bem aplicadas, essas práticas garantem precisão, rastreabilidade e segurança, desde a coleta até a liberação dos laudos.

A importância da identificação precisa

Cada amostra coletada em um laboratório clínico carrega informações únicas que precisam ser corretamente vinculadas ao paciente. Uma etiqueta mal impressa, ilegível ou colada de forma inadequada pode causar trocas de dados, confusões de identidade ou até mesmo descartes desnecessários de materiais biológicos. 

Por isso, profissionais da área reforçam que a identificação deve ser tratada com a mesma seriedade de qualquer outra etapa laboratorial.

Além disso, o uso crescente de sistemas informatizados exige que as etiquetas sejam compatíveis com leitores de código de barras, QR Codes e outros dispositivos, tornando a padronização e a legibilidade fatores ainda mais relevantes no dia a dia das unidades de saúde.

Cinco boas práticas para evitar erros com etiquetas

1. Impressão automatizada e revisão dos dados

Utilizar sistemas de informação integrados (LIS – Laboratory Information System) permite gerar etiquetas diretamente com base nos dados do agendamento ou da coleta. Isso reduz a incidência de erros manuais. Ainda assim, a conferência visual dos dados antes da fixação da etiqueta continua sendo indispensável.

2. Aplicação imediata após a coleta

A etiqueta deve ser colada na amostra logo após a coleta, e na presença do paciente, para evitar trocas. Isso também facilita a conferência dos dados pelo profissional responsável, reforçando a segurança da identificação.

3. Posição correta e legibilidade

As etiquetas devem ser coladas em áreas lisas dos tubos ou frascos, evitando dobras, sobreposições ou deformações. A leitura dos dados deve ser clara, com fonte compatível com leitores ópticos e bem posicionada para não prejudicar processos automatizados.

4. Uso de materiais adequados

Etiquetas específicas para laboratórios são desenvolvidas para resistir a variações de temperatura, umidade e manipulação. O uso de papéis ou adesivos inadequados pode comprometer a durabilidade das informações ao longo da cadeia de análise.

5. Treinamento contínuo da equipe

Manter os profissionais atualizados sobre os protocolos de identificação é essencial. O treinamento regular reduz falhas, padroniza procedimentos e amplia a consciência sobre a importância dessa etapa para o resultado final dos exames.

Consequências dos erros de rotulagem

Erros de identificação são uma das causas mais comuns de não conformidade. Quando uma amostra é atribuída a outro paciente por engano, todo o processo subsequente, desde a análise até o laudo, é comprometido.

Além dos impactos clínicos, esses erros afetam a credibilidade dos laboratórios e podem resultar em ações legais, perda de certificações e danos à imagem institucional. Por isso, reforçar as boas práticas de rotulagem é também uma estratégia de gestão de qualidade e prevenção de riscos.

Sendo assim, com esses cuidados, os laboratórios evitam erros e garantem uma experiência mais segura e eficiente para os pacientes. Com a alta demanda por exames e agilidade nos resultados, investir em processos bem definidos é um passo decisivo rumo à excelência nos serviços de saúde.

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