O corpo de Preta Gil, que morreu aos 50 anos de complicações de um câncer, nos Estados Unidos, no domingo (20) foi cremado, por volta das 17h desta sexta-feira (25), no Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, Zona Portuário do Rio. Antes, parentes e amigos próximos participaram de uma última despedida à cantora, que mais cedo foi velada no Theatro Municipal, no Centro da cidade.
A opção de cremação foi um pedido de Preta à família, segundo a assessoria de comunicação de Gilberto Gil. O corpo dela foi levado até o cemitério em cortejo em um carro do Corpo de Bombeiros e passou pelo chamado Circuito de Carnaval de Rua Preta Gil. Ele foi criado por decreto esta semana pela Prefeitura do Rio em homenagem à cantora, e contempla as ruas do desfile dos megablocos do Carnaval carioca, no qual Preta saía com o Bloco da Preta e chegou a arrastar 750 mil foliões.
O corpo de Preta tinha sido trasladado de Nova York para o Rio e chegou à cidade na madrugada de quinta-feira (24). Seu filho, Francisco Gil, de 30 anos, e a neta, Sol de Maria, de 9, neta de Preta, assim como Flora Gil, sua madrasta, e Roberta Saretta, sua médica, também estavam no voo. O corpo foi levado do aeroporto Antônio Carlos Jobim, o Galeão, para Cemitério e Crematório da Penitência, onde foi preparado para o velório.
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O velório e cremação de Preta ocorrem no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha – a cantora foi uma grande referência feminina da negritude brasileira. Ela deixa um legado de luta contra o racismo e de empoderamento pautado no amor-próprio.
Morte de Preta Gil
Preta Gil morreu aos 50 anos, no domingo (20), em decorrência de um câncer. A cantora, compositora, empresária e atriz estava em Nova York, nos Estados Unidos, onde passava por um tratamento experimental para tratar a doença.
Ela foi diagnosticada em 2023 com um câncer colorretal que entrou em remissão no final do mesmo ano. Meses depois, a doença voltou mais agressiva: com dois linfonodos, uma metástase no peritônio e um nódulo no ureter.
Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta deixa um filho, Francisco Gil, de 30, e uma neta, Sol de Maria, de nove. Deixa também um legado de luta contra o racismo, pelo direito das mulheres e da comunidade LGBT+, e pela autoaceitação e amor-próprio.





