Simplificar tarefas e automatizá-las são duas das principais funções da tecnologia no nosso dia a dia. Se há alguns anos não imaginávamos que a internet viria a existir, e em um tempo ainda mais remoto o próprio telefone, hoje não vivemos sem eles. Isso tudo só se tornou possível graças ao avanço tecnológico, e isso não se aplica só a tarefas simples e perguntas e respostas, mas a forma como lidamos e utilizamos nosso próprio dinheiro.
O surgimento da tecnologia financeira
Muitos dos avanços relacionados a essa área vieram a partir das Fintechs, empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais ágil, acessível e, muitas vezes, com menos burocracia do que os bancos tradicionais.
O surgimento de empresas como Nubank, PicPay, Mercado Pago, Inter e C6 Bank foi definitivo para mudar a forma como as pessoas se relacionam com seu dinheiro, no Brasil inclusive. Hoje realizamos transações, investimentos, guardamos dinheiro, contratamos seguros e acessamos crédito da nossa casa – e temos várias opções diferentes para escolher.
Em 2020, quando o pix surgiu, a digitalização dos pagamentos acelerou em um nível ainda maior. Esse ambiente digital e prático ajudou a resolver problemas do sistema bancário tradicional e também preparou o terreno para que as moedas digitais, como o Bitcoin e outros criptoativos, se tornassem mais compreensíveis e acessíveis ao público.
Desafios regulatórios que vem com o avanço da tecnologia financeira
O surgimento das fintechs e a popularização de serviços como bancos digitais, pagamentos instantâneos e criptoativos criaram um novo cenário que não estava previsto na legislação tradicional. Por isso, muitos desses serviços ainda não estão totalmente regulamentados dentro das normas e políticas do setor financeiro.
Isso exige uma adaptação normativa de órgãos como o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No caso das criptomoedas, por exemplo, só mais recentemente surgiram projetos de lei e regulamentações que buscam trazer mais segurança jurídica, combater fraudes e lavagem de dinheiro, como a Lei nº 14.478/2022, o primeiro marco legal para o mercado de criptoativos no Brasil que está em vigor desde junho de 2023.
Seu foco principal é a regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs), como exchanges e custodians, exigindo que essas prestadoras obtenham autorização prévia do Banco Central do Brasil para atuar.
Esse equilíbrio entre incentivar a tecnologia e garantir a proteção dos usuários é um dos principais desafios do setor financeiro digital.
A tecnologia financeira ao nosso favor
Se há alguns anos abrir uma conta sem agência já parecia uma revolução, hoje comprar criptomoedas pelo celular se tornou algo simples, rápido e cada vez mais comum. Diante de tantos avanços, fica claro que a tecnologia financeira está, cada vez mais, a favor dos brasileiros.
Com a regulamentação do mercado de ativos digitais no Brasil, o ambiente se torna mais seguro, transparente e alinhado às melhores práticas internacionais. Para investir certo, busque informações, entenda o funcionamento dos ativos e mantenha uma estratégia de investimentos diversificados, equilibrando ativos digitais com outros produtos financeiros mais tradicionais. Assim, é possível aproveitar o melhor que a tecnologia oferece, de forma responsável, segura e consciente.





