Possuir um veículo próprio ultrapassa em muito o preço de aquisição. É uma decisão que também envolve assumir uma rotina de cuidados e compromissos financeiros que acompanham o uso do veículo no dia a dia.
Além do valor de compra, há outros custos envolvidos, como seguro, manutenção preventiva, abastecimento, impostos, documentação e eventuais reparos. Ao considerar todos esses aspectos desde o início, é possível se planejar de forma mais realista e evitar surpresas.
Planeje o custo com seguro auto
Seguros para carros representam um dos principais custos recorrentes para quem possui um veículo, com cobertura para situações como colisões, furtos e danos a terceiros. Embora o pagamento geralmente seja anual, muitas seguradoras permitem o parcelamento, o que facilita o controle financeiro.
O valor do seguro varia conforme o perfil do condutor, o modelo do carro, a região de circulação e o histórico de sinistros. É possível comparar as opções disponíveis para escolher a que melhor se encaixe no orçamento, evitando impactos inesperados nas finanças ou exposição a riscos desnecessários.
Inclua IPVA, licenciamento e emplacamento nos gastos
Muitos consumidores concentram sua atenção apenas no preço do carro, mas o custo total do veículo envolve uma série de tributos e taxas obrigatórias que devem ser incorporados ao planejamento. Um desses impostos é o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). É cobrado anualmente e seu valor depende do estado e do preço do automóvel.
Além do IPVA, há o licenciamento, necessário para que o veículo possa circular legalmente, e o emplacamento, uma despesa única no momento da aquisição, especialmente para veículos novos. Esses valores podem representar um montante significativo, principalmente nos primeiros anos de posse, e prevê-los pode facilitar a organização das finanças.
Escolha entre um financiamento ou consórcio
Nem todos têm capital disponível para comprar um carro à vista e, por isso, recorrem ao financiamento ou ao consórcio como alternativas viáveis. O financiamento permite a aquisição imediata do veículo, mas envolve juros que podem elevar consideravelmente o valor final pago.
Já o consórcio não cobra juros, apenas taxas administrativas, mas exige paciência, pois o bem só é entregue após a contemplação. Avaliar os prós e contras de cada modalidade é a chave para fazer uma escolha alinhada ao perfil financeiro e aos objetivos pessoais, sem contar que ajuda a se planejar com assertividade.
Considere os gastos recorrentes
Além dos custos fixos e eventuais, há despesas recorrentes, que impactam diretamente no dia a dia do proprietário. O combustível é uma das mais óbvias, mas o consumo pode variar bastante conforme o modelo do veículo, o tipo de motorização e os hábitos de condução.
A manutenção preventiva, embora muitas vezes negligenciada, é indispensável para garantir o bom funcionamento do carro e evitar problemas mais graves e caros no futuro. Ainda é importante considerar os gastos com estacionamento, especialmente em grandes cidades, onde encontrar vagas gratuitas pode ser difícil.
Todas essas despesas, quando somadas, podem representar uma fatia relevante do orçamento. Por conta disso, é importante incluí-las no planejamento, visualizando de forma clara o impacto financeiro mensal e facilitando a organização dos gastos.
Esteja preparado para imprevistos
Por fim, ter um veículo exige uma reserva financeira específica para imprevistos que possam surgir ao longo do tempo. Mesmo com seguro ativo e manutenção preventiva, despesas inesperadas como troca de peças, reparos após acidentes ou multas de trânsito podem impactar o orçamento.
Essa reserva também serve de suporte em momentos de instabilidade financeira, como desemprego ou redução de renda, ajudando no cumprimento das obrigações relacionadas ao carro. Assim, torna-se viável enfrentar desafios financeiros sem comprometer o uso e a manutenção do veículo.





