O ano de 2025 já trouxe muitas novidades para o mercado de eletrodomésticos, indo da sala de estar, quarto e escritório à cozinha. Elementos como conectividade, funcionalidades inteligentes automatizadas e detalhes discretos, mas que priorizam o máximo de eficiência se tornarão cada vez mais presentes nos lares — o que exige certa preparação para que os novos eletrodomésticos sejam plenamente aproveitados.
Portanto, preparar a casa para acolher essas inovações de forma eficaz exige um olhar atento não apenas às tendências, mas também à infraestrutura existente, aos custos envolvidos e a considerações importantes do ponto de vista do usuário.
Quais são as principais tendências dos novos eletrodomésticos?
A nova safra de eletrodomésticos reflete um movimento em direção a casas mais conectadas e eficientes, com algumas tendências notáveis:
Conectividade e automação
A capacidade de integração com assistentes virtuais e aplicativos de gerenciamento remoto via smartphone é uma tendência crescente, especialmente em modelos de gamas médias e superiores. Isso permite o controle e monitoramento de aparelhos a distância, oferecendo conveniência.
Embora essa funcionalidade ganhe espaço, é importante ressaltar que a conectividade ainda não é uma “exigência básica” universal para todos os novos eletrodomésticos no mercado, coexistindo com muitos modelos convencionais. Para aproveitar essa característica, a qualidade e abrangência da rede Wi-Fi doméstica tornam-se considerações práticas importantes.
Funcionalidades “Inteligentes” e IA
Muitos aparelhos incorporam agora funcionalidades que vão além do básico, como ciclos de operação otimizados, diagnóstico remoto de problemas ou a sugestão de ajustes com base no uso.
A inteligência artificial e o aprendizado de máquina estão sendo gradualmente aplicados para refinar a performance e a experiência do usuário. Essas funcionalidades visam agregar conveniência e otimizar o uso de recursos, embora a utilidade prática e a adoção pelo consumidor variem.
Design e estética
A estética dos novos eletrodomésticos busca uma integração mais fluida com os ambientes da casa. Designs minimalistas, linhas retas e uma variedade de acabamentos — como aço escovado e cores neutras, mas também tons naturais, acabamentos foscos e cores mais ousadas — são tendências que visam posicionar os aparelhos como elementos que complementam ou destacam a decoração, e não apenas itens funcionais.
Sustentabilidade e eficiência
A preocupação com o consumo de energia e água influencia o desenvolvimento de novos modelos. Um número crescente de eletrodomésticos busca incorporar tecnologias e modos de operação voltados para a eficiência no uso de recursos, alinhando inovação tecnológica com responsabilidade ambiental.
Aspectos críticos da preparação
A transição para uma nova geração de eletrodomésticos envolve considerações práticas e financeiras que vão além das funcionalidades tecnológicas. Preparar a casa significa avaliar a infraestrutura e estar ciente dos custos e desafios:
Infraestrutura doméstica
Aparelhos mais avançados ou com funcionalidades específicas podem demandar instalações elétricas ou hidráulicas diferentes das existentes.
Os eletrodomésticos para cozinha, como cooktops por indução de alta potência, geladeiras com dispensadores de água e gelo que necessitam de ponto hidráulico ou fornos com funções complexas podem requerer circuitos elétricos dedicados ou um reforço na fiação, especialmente em imóveis mais antigos.
Prever tomadas adequadas e verificar a capacidade da instalação elétrica torna-se um passo importante.
Custos envolvidos
A tecnologia de ponta geralmente implica um custo de aquisição mais elevado em comparação com modelos convencionais, com uma variação de preços ampla no mercado.
Além disso, a necessidade de adaptações na infraestrutura pode gerar custos de instalação adicionais com mão de obra profissional. Embora aparelhos eficientes prometam economia no custo operacional a longo prazo (energia, água), é preciso avaliar se essa economia compensa o maior investimento inicial. Custos de subscrição para acesso a certas funcionalidades conectadas também podem existir, configurando gastos “ocultos”.
Desafios de mercado e uso real
Existem também fatores técnicos e de mercado a considerar. Um dos maiores desafios do lar conectado é a interoperabilidade entre dispositivos de diferentes fabricantes, que nem sempre funcionam de forma integrada.
A real maturidade do mercado no Brasil e a especificação sobre o tipo de IA presente (além de automação básica) são aspectos que influenciam a experiência de uso e devem ser avaliados pelo consumidor. Logo, a decisão de adotar deve levar em conta a viabilidade prática dessas tecnologias no cenário local.
A nova geração de eletrodomésticos oferece, sem dúvida, o potencial para tornar a vida doméstica mais prática, eficiente e conectada, preparando a casa para essa transição ao envolver e reconhecer as tendências de conectividade, funcionalidades inteligentes, design e sustentabilidade.





