O vereador Ibrahim Zaher (MDB), líder do prefeito na Câmara de Vereadores, e o vereador Ângelo Bernardino de Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça (PT), principal líder da oposição ao prefeito Cláudio Ferreira (PL), têm protagonizado o debate político na Câmara de Vereadores.
Os debates acalorados entre os dois remetem ao passado, quando o pai de Ibrahim, o ex-vereador Mohamed Zaher, que na época era do MDB, protagonizava embates com o ex-vereador José Ferreira Lemos Neto, o Juca Lemos (PT).

Na época em que Alberto Carvalho era prefeito, Mohamed fazia parte da base governista e Juca integrava a oposição. Posteriormente, quando Percival Muniz assumiu a prefeitura, os papéis se inverteram.
O debate entre o então petista e o emedebista tem muitas semelhanças com o momento atual, principalmente pelo fato de Zaher ser um político de direita e Juca, de esquerda.

Na última semana, a discussão entre Júnior e Ibrahim se intensificou devido a uma denúncia feita pelo petista na tribuna da Câmara. Ele afirmou que o prefeito Cláudio Ferreira não estaria atendendo a Caixa Econômica Federal para discutir um contrato que vence no dia 15 de março.
“E pasmem, colegas vereadores, vereadoras e sociedade rondonopolitana em geral, eu recebi uma resposta da Caixa Econômica Federal, que é esta aqui, enfatizando que o contrato vencerá no dia 15 de março e que a Prefeitura Municipal de Rondonópolis está ‘procurando cabelo em ovo’ e não quer formalizar contrato com a Caixa. A Prefeitura precisa entrar com uma contrapartida de, pasmem, R$ 93 mil. Os conjuntos habitacionais já têm os terrenos e a construtora responsável pela obra, que é a Construtora Farias, já venceu o certame. Serão construídas 146 casas no Padre Miguel e 176 casas no setor rodoviário. Os dois loteamentos somam um total de 310 casas subsidiadas pelo Governo Federal, que fará o pagamento para os trabalhadores. Recebemos a informação de que os gerentes da Caixa Econômica estão enfrentando dificuldades na Prefeitura devido à pressão imobiliária”, denunciou Júnior.
Ibrahim, por outro lado, reagiu imediatamente e afirmou que, ao contrário da gestão passada, onde a transparência era inexistente e os beneficiados eram escolhidos por influência política, o atual governo está conduzindo o processo de forma criteriosa.
Ele também destacou que a administração anterior operava de maneira precipitada, prejudicando aqueles que realmente precisavam de moradia. O vereador mencionou ainda que muitas dessas casas e terrenos foram parar no mercado de vendas clandestinas, situação ignorada pela gestão anterior.
O líder do governo garantiu que o município não perderá as 310 casas e que o prazo para a assinatura dos contratos vai até 15 de março. No entanto, reforçou que as decisões serão tomadas com responsabilidade, sem pressa e sem as armadilhas deixadas pelo ex-prefeito.
“Este governo não vai prometer picanha e entregar abóbora”, declarou Zaher, assegurando que a população verá mudanças reais na condução dos programas habitacionais.





