A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Rondonópolis, realizada ontem (2), segue com debates jurídicos sobre a legitimidade do voto secreto.
Apesar de ter votado em Paulo Schuh (PL), eleito presidente da casa legislativa, o ex-presidente da Câmara, vereador Angelo Bernardino de Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça (PT), destacou que a questão ainda não está totalmente resolvida.
“A questão do voto secreto está sub judice. Hoje passamos por uma eleição sob medida liminar. Tentamos derrubá-la nos tribunais superiores, mas o plantão judicial oferece espaço raso para discussões. Certamente enfrentaremos essa discussão no decorrer do tempo”, afirmou Júnior Mendonça antes da sessão que confirmou a vitória de Schuh.
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Junior tentou derrubar a liminar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Supremo Tribunnal Federal.
A controvérsia teve início no final de 2024, quando a Câmara aprovou o uso do voto secreto para a escolha do novo presidente. Contudo, a decisão foi contestada por um grupo de seis vereadores, que obtiveram uma liminar judicial determinando a realização da eleição com voto aberto.
Para Junior, a questão ainda pode impactar a atual composição da mesa diretora. “Se o entendimento do Poder Judiciário for pela anulação, essa eleição pode ser derrubada e realizada novamente com voto secreto”, disse.
A mesa diretora eleita no dia 1º de janeiro é composta por Paulo Schuh (PL) como presidente, Ibrahim Zaher (MDB) como primeiro secretário, Kaza Grande como vice-presidente, Kalynka Meirelles como segunda secretária, e Alikson Reis como segundo vice-presidente.





