Ainda não há uma definição oficial sobre como será realizada a posse do prefeito eleito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), vencedor do pleito do último dia 6 de outubro. No entanto, o que vem chamando a atenção nos bastidores da política local é a possibilidade de uma transmissão de carga rara.
O atual prefeito, Zé Carlos do Pátio (PSB), que foi adversário de Cláudio nas eleições deste ano, apoiando seu aliado Paulo José Correia (PSB), tem dado sinais de que pretende realizar a passagem formal do cargo para o novo mandado.
Esse gesto, caso se confirme, será incomum na história recente da cidade. A última vez que um prefeito de Rondonópolis transmitiu o cargo para seu sucessor foi em 2012, quando Ananias Filho passou o comando da prefeitura para Percival Muniz.
Ananais havia perdido aquele pleito para Percival e fez uma transmissão de cargo no próprio gabinete.
Desde então, uma tradição de transferência formal de poder nunca mais ocorreu.
Em 2008, por exemplo, o então prefeito Adilton Sachetti não fez a transmissão de carga para Zé Carlos do Pátio. Sachetti havia perdido aquele pleito para o próprio Pátio.
Em 2016, Percival Muniz também não passou oficialmente a gestão para o Pátio, que venceu a disputa naquele processo. O então coordenador da transição do grupo de Percival, entregou a faixa ao então prefeito eleito.
Em 2020, como Pátio foi releito, não houve a transmissão de faixa.
Ou seja, dos três últimos prefeitos eleitos, apenas uma vez houve a transmissão formal de poder. Caso Zé Carlos do Pátio decidiu pela formalidade da cerimônia, esse episódio será o primeiro dos últimos 12 anos.





