Os três postulantes à prefeitura de Rondonópolis podem ser considerados calouros em termos de ocupar a cadeira de prefeito da segunda maior economia do estado de Mato Grosso. Cláudio Ferreira (PL), Paulo José Correia (PSB) e Thiago Silva (MDB) repetem um fenômeno que ocorreu pela última vez em 2004, ou seja, há 20 anos, quando Adilton Sachetti, Zé Carlos do Pátio, Wellington Fagundes e Carlos Ihamber concorreram ao cargo.

Nenhum deles, antes daquela disputa, havia sido prefeito. Em tese, pela primeira vez em 20 anos, o eleitor local elegerá um prefeito inédito. Naquela oportunidade, apenas Wellington, que estava na Câmara Federal desde 1991, havia disputado e perdido a prefeitura em 2000, contra Percival e o próprio Ihamber.

Pátio, apesar de ter sido eleito vereador em 1988 e deputado desde 1998, jamais havia disputado a prefeitura. Sachetti também era estreante em pleitos para prefeito. Nenhum dos integrantes do quarteto de 2004, assim como o trio de 2024, havia ocupado a cadeira de prefeito. Pátio foi eleito em 2008 e reeleito em 2016 e 2020, enquanto Sachetti foi eleito naquela eleição, mas perdeu para Pátio quatro anos depois.
Nas eleições seguintes, sempre houve candidatos que já haviam passado pela prefeitura. Em 2008, Sachetti disputou como prefeito; em 2012, Ananias Filho era prefeito e perdeu para Percival, que havia sido prefeito de 1998 a 2004. No pleito de 2016, três ex-prefeitos entraram na disputa, que foi vencida por Pátio: Percival Muniz e Rogério Salles, que foi prefeito de 1994 a 1996. Em 2020, Pátio era prefeito e foi reeleito.

Nesta disputa, Thiago Silva, apesar de estar na política desde 2012, quando foi eleito vereador, jamais havia tentado a prefeitura. Paulo José sempre esteve envolvido em campanhas, mas nunca como candidato, e Cláudio Ferreira, que foi candidato em 2020 e eleito deputado em 2022, também nunca havia concorrido à prefeitura.





