Perícia revela que Correa transferiu R$ 41 mi da empresa de Hickmann e fraudou assinaturas

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Alexandre Correa e Ana Hickmann — Foto: Reprodução/Instagram

Perícia revela que Correa transferiu R$ 41 mi da empresa de Hickmann e fraudou assinaturas

O documento de 34 páginas, assinado pelo perito Cláudio Wagner, destacou que os saques foram ocultados na contabilidade; advogado de Alexandre defende

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Um parecer técnico pericial entregue a Ana Hickmann afirma que o ex da apresentadora, Alexandre Correa, transferiu R$ 41,8 milhões da empresa da qual o ex-casal era sócio, a Hickmann Serviços Ltda., para suas contas particulares, segundo informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

De acordo com a jornalista, a perícia atesta ainda que os saques foram mascarados na contabilidade da empresa, em uma “manipulação” para enganar sócios e credores, e afirma que o empresário emitia notas frias, e que a assinatura da apresentadora foi falsificada em vários documentos. O laudo conclui afirmando que a contabilidade da empresa de ambos é “imprestável”.

O laudo é assinado pelo perito Cláudio Wagner, reconhecido pela ampla experiência em processos criminais. Os dados já foram apresentados à Justiça pelo advogado da apresentadora, Fernando José da Costa.

Notícia-crime

Em dezembro de 2023, o advogado de Ana Hickmann já havia registrado uma notícia-crime para que o empresário seja investigado pelos crimes de falsidade documental, ideológica, uso de documentos falsos, lavagem de dinheiro, associação criminosa, estelionato e crime contra a economia popular.

O documento afirma que “o surpreendente [das movimentações financeiras] não se limita ao montante do numerário transferido [para as contas de Alexandre], mas sim à forma dissimulada como essas saídas foram contabilizadas”.

Fraude contábil

Segundo a perícia a que Mônica Bergamo teve acesso, os registros dos valores transferidos para as contas particulares do ex-marido de Ana Hickmann “foram efetuados de forma completamente em desacordo com as práticas contábeis usuais”.

A maneira como os lançamentos foram feitos, diz o documento, “caracteriza claramente uma fraude contábil, pois oculta na contabilidade os saques efetuados por Alexandre Bello Correa, assim como não evidencia integralmente e de forma correta o débito dele junto à empresa referente aos respectivos saques. É uma verdadeira manipulação dos relatórios financeiros que acaba por enganar sócios e credores”.

Ana Hickmann e Alezinho — Foto: Reprodução/Instagram
Ana Hickmann e Alezinho — Foto: Reprodução/Instagram

Emissão de notas fiscais frias

De acordo com Mônica Bergamo, o perito examinou extratos da empresa no banco Itaú de 2018 a 2022. No período, ele localizou 1.423 transferências eletrônicas realizadas pelo internet banking da instituição financeira.

O documento diz que os R$ 41,8 milhões que saíram da conta da empresa para o caixa de Alexandre foram registrados como “despesas judiciais, postais, trabalhistas e advocatícias”. Um montante que seria antecipação de lucro foi posteriormente modificado na contabilidade para “duplicatas a receber”.

A auditoria afirma, em outro capítulo, que havia uma “prática continuada de emissão de notas fiscais frias” na Hickmann Serviços nos anos de 2022 e 2023, “ou seja, de documentos de vendas referindo-se a negócios que não existiram”.

O perito entrou em contato com as empresas que supostamente teriam contratado os trabalhos da Hickmann Serviços, e que atestaram que jamais tinham feito isso. O laudo aponta, no total, 32 notas frias emitidas, no total de R$ 4,9 milhões.

Enio Martins Murad, advogado que representa o empresário, afirmou a Mônica Bergamo que Ana Hickmann “não conseguiu provar nada do que alega” e que suas afirmações são “falsas”. “Inclusive, Ana Hickmann foi quem abriu uma empresa laranja para desviar recursos das empresas”, disse.

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