Nesta quinta-feira (08) é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Desde que a data foi criada, as mulheres tiveram uma evolução e diversas conquistas tanto pessoal, profissional e no que se refere a garantias de direito.
Acontece que no Brasil, mesmo com todas estas conquistas as mulheres aparecem com baixa presença em cargos eletivos. Apesar de um pequeno aumento de 2010 a 2014, dados do IBGE, divulgados nesta quarta-feira (07), mostram que o país ocupa a 152ª posição no ranking de representatividade feminina na Câmara dos Deputados. São apenas 54 mulheres para um total de 513 parlamentares (10,5%).
Em Rondonópolis, por exemplo, a última vereadora foi a atual gerente do Departamento deAções Programáticas,MariúvaValentim Chaves, em 2010. Ao todo, a cidade teve apenas 14 vereadoras na sua história, e nunca teve uma prefeita. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso somente Janaina Riva ocupa uma das cadeiras do parlamento.
Em 2016, um levantamento mostrou que 13,5% dos vereadores eleitos foram mulheres–ou 7,8 mil de 57,8 mil candidatos.
A pesquisa do IBGE, apontou também desigualdade em outros campos da atividade profissional. O porcentual de profissionais do sexo feminino que ocupam cargos gerenciais no País é de 37,8%; este número cai para 34,5% no caso de trabalhadoras pretas e pardas.
O levantamento mostrou que o rendimento médio mensal entre os homens é de R$ 2.306, contra R$ 1.764 para as mulheres. Isso persiste ainda que a escolaridade feminina seja mais elevada.





