Foram mais de 180 milhões investidos para o inerte combate desse crime ilegal e condenável pelo mundo inteiro… Inútil.
Não obstante esse gasto sem retorno algum, a indústria oficial e legal das multas, emitiram 9 bilhões de reais e nada, além delas, prisões, equipamentos apreendidos e absolutamente mudanças que não acontecem, não inibem e não cessam o desmatamento ilegal e as queimadas criminosas… Estamos enxugando gelo.
Parece que delinquir, desmatar, promover queimadas e agredir o meio ambiente, prejudicando a imagem de um Estado, de um pais e colocando em risco a comercialização de nossas commodities e o futuro da produção Brasileira, não quer ser levado a sério pelos insurgentes críticos, que ontem saíram gritando contra a ideia do Governador Mauro Mendes, levada à baila como sugestão em meio a COP, depois de sentir que a Europa e os países desenvolvidos vão armar enormes arapucas restritivas contra agressores da natureza e destruidores de florestas.
Estamos em eminente risco de perder muito… Talvez tudo!
Esta mais que provado que somente medidas radicais e duras darão a possibilidade de resolução deste crescente problema, falando a língua de sanções limítrofes, a exemplo de perda de terras, como já previstas em caso de cultivo de drogas… Querem apostar que o problema acaba?
Nos Estados da região amazônica, terras promissoras de agricultura e pecuária, a tecnologia, a seriedade dos homens do campo e a visão de que produtos chancelados com responsabilidade ambiental são e serão a cada dia mais valorizados e disputados, são uma realidade perseguida e sonho de consumo de quem empreende no setor e acompanha os mercados… Qual agricultor ou pecuarista sério e profissional não tem conhecimento da valorização de produtos ambientalmente avalizados?
Desde sempre, como exemplo, soja e carne orgânica tem maior valor agregado e é aceita com portas escancaradas pelo mundo.
APROSOJA, FAMATO, SINDICATOS, ORGANIZAÇÕES, EMPRESÁRIOS DO CAMPO, POLITICOS… ACORDEM… ESSA PODE SER UMA OPORTUNIDADE ÍMPAR E INEDITA NESSE PAÍS.
Imagine se o Brasil sai na frente, regulamenta, monitora, extingue desmatamentos, queimadas e se apresenta para o mundo como o mais responsável indutor de defesa da natureza, combatente líder de inibição de efeito estufa, emissão de carbono e toda a parafernália ecológica defendida pelo planeta … De subdesenvolvido a líder mundial estamos por uma PEC que vai repercutir com estardalhaço por cada recanto desse planeta.
Não haveria cofres para armazenar os recursos que jorrariam dos países desenvolvidos para a manutenção destes preceitos, nossos produtos ganhariam inestimável valor agregado, a respeitabilidade e soberania da Amazônia seriam enfim reconhecidas e o Brasil daria um largo e eficiente passo rumo ao desenvolvimento saindo dessa barca de subdesenvolvimento que nos relega no planeta injustamente no cenário mundial.
Mauro Mendes é um gestor inteligente e visionário, deve estar assistindo o movimento que se deflagra na COP, e ouvindo as gentis ameaças que virão pôs conferência… Sua ideia e sugestão veio em excelente hora.
Entidades representativas, sindicatos, políticos e gestores do agronegócio devem enxergar a sugestão da medida, formatada em uma PEC, como um avanço que poderá inibir embargos, restrições e isolamentos, que com certeza e sem nenhuma dúvida estarão por vir.
Bela e genial ideia Sr. Governador, precisamos avançar, convencer e demonstrar a todos, que esta pode ser a maior das sacadas ecológicas dessa década, e que poderá definitivamente estancar um problema, até então, aparentemente insolúvel.
Parabéns.
Halisson Lasmar é Jornalista e publicitário





