Tudo sobre o Bitcoin Conference

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Tudo sobre o Bitcoin Conference

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Entre os dias 6 e 9 de abril, a cidade de Miami recebeu o maior evento sobre Bitcoin do mundo. Trata-se da Bitcoin Conference 2022, que reuniu mais de 30 mil empresários, investidores em criptomoedas e entusiastas no centro de convenções da cidade.

Nesse sentido, o encontro apresentou debates, insights e anúncios bombásticos envolvendo o BTC. Pelo menos três grandes temas foram destaque nas palestras do evento:

  • Adoção do Bitcoin na África;
  • O papel do Bitcoin na alocação de portfólios;
  • Anúncios de países que aderiram ao uso do Bitcoin.

Se você não conhece a Bitcoin Conference, pode conferir o evento e as palestras gravadas no canal da Bitcoin Magazine no YouTube. Mas, se você quer um resumo geral, então leia o texto abaixo e confira os pontos de destaque do evento.

Bitcoin como alternativa para a África

Uma das palestras de destaque trouxe o Bitcoin como uma solução de uso em países mais pobres, sobretudo na África. Ministrada por Fode Diop, senegalês radicado em Gana, a palestra abordou as amarras vividas por 15 países do continente que estão presos ao franco CFA, moeda controlada pela França.

Por ser uma moeda controlada pela França, o franco CFA é utilizado como uma ferramenta de controle. De acordo com Diop, a moeda já sofreu desvalorizações superiores a 50% em vários momentos da história. Essa medida teve como resultado o empobrecimento da maioria das populações desses locais.

Para encontrar alternativas, os cidadãos começaram a utilizar outras moedas, especialmente o Bitcoin. Segundo um relatório da Chainalysis, países do continente africano receberam US$ 105,6 bilhões em pagamentos feitos por meio de criptomoedas. Os valores foram recebidos entre julho de 2020 e junho de 2021.

Ou seja, houve um aumento de 1200% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, Diop descreveu o Bitcoin como uma alternativa sólida e independente de dinheiro para a região.

Curiosamente, a República Centro-Africana — um dos países que utiliza o franco CFA — adotou o Bitcoin como moeda oficial logo no início de maio. O país foi o primeiro do continente africano, e o segundo no mundo, a realizar tal feito.

Bitcoin como investimento

Se por um lado o uso do Bitcoin como moeda beneficia os mais pobres, os mais ricos podem utilizá-lo como uma forma de diversificação. Foi esse o tema do painel “billionaire capital allocation“, que teve a participação de Ricardo Salinas Pliego, terceiro homem mais rico do México.

O bilionário é dono do Grupo Salinas, que possui redes de varejo e até emissoras de televisão. No entanto, Salinas destacou que, do seu patrimônio líquido (isto é, investimentos e outros ativos), 60% está alocado em Bitcoin. O restante, segundo ele, são ações de setores como mineração, óleo e gás e commodities.

Na visão de Salinas, o BTC é a ferramenta perfeita de alocação, muito superior a títulos de renda fixa ou do governo, por exemplo. O bilionário também demonstrou possuir um grande rancor pelas moedas fiduciárias. Afinal, segundo ele, o México foi assolado por uma hiperinflação brutal no passado.

Em seguida, Salinas finalizou dizendo que a hiperinflação pode chegar nos Estados Unidos, já que os programas de impressão de dinheiro inundaram o mundo com dólares. Por isso ele alertou aos presentes no painel: “poupem em Bitcoin”.

Países e cidades abraçam o Bitcoin

No mesmo dia em que foi realizado o painel de Pliego e a palestra de Diop, outras três localidades lançaram novidades sobre o Bitcoin: a Ilha da Madeira (Portugal), o México e a cidade privada de Prospera, localizada em Honduras.

O anúncio mais impactante foi o de Prospera, que reconheceu o Bitcoin e outras criptomoedas como moedas legais. A cidade também permitiu que impostos e até investimentos fossem realizados com a criptomoeda.

Como Prospera tem autonomia legal em relação à Honduras, ela não precisou de autorização do país para lançar a medida. Honduras, por outro lado, negou que seguiria o mesmo caminho.

Já no caso do México, a senadora Indira Kempes afirmou que irá propor uma lei para reconhecer o Bitcoin como moeda. Kempes declarou-se um grande entusiasta da criptomoeda e espera que seu país siga o exemplo de El Salvador nesse sentido.

Por fim, a região autônoma da Ilha da Madeira, localizada em Portugal, foi representada pelo seu governador. Embora não tenha autonomia para legalizar o Bitcoin como moeda, a região terá uma série de benefícios fiscais aos investidores. As operações de criptomoedas serão isentas de impostos sobre ganhos de capital na Madeira.

Em suma, o Bitcoin Conference reuniu debates, anúncios e discussões do mais alto nível global, mostrando que o Bitcoin ganhou definitivamente o interesse do mercado. Uma revolução que está apenas no começo.

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