O que é refinanciamento?

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O que é refinanciamento?

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Você sabe o que é refinanciamento e como utilizá-lo ao seu favor?  

O financiamento passou a ser procurado por diversas pessoas que, depois de contratar uma linha de crédito, não conseguiram se organizar para dar conta de pagar.  

Assim, quando começa a apertar muito, elas vão atrás de uma forma de “trocar” a dívida que possuem, por uma mais barata. 

Esse artigo te explicará em detalhes o que é o refinanciamento, como ele funciona, como você pode solicitar e se realmente vale a pena.  

O que é o refinanciamento e como funciona? 

O Refinanciamento significa que o cliente só pode alterar as condições de um contrato já existente junto a um determinado banco. Desta forma, ele poderá aumentar o prazo, reduzir valor de parcela ou reduzir a taxa de juros. 

O refinanciamento é uma alternativa ao endividamento, que foi pensada para melhorar as condições de empréstimos, com a finalidade de oferecer crédito de qualidade, e ajudar a quitar dívidas com uma folga maior. 

Por exemplo, caso o cliente faça um contrato junto ao Banco do Brasil no valor de parcela de R$ 300,00 no prazo de 84 parcelas com taxa de juros de 1,80%, e neste caso o cliente vamos supor que ele pagou 24 parcelas.  

Para refinanciar este contrato, seria necessário voltar o prazo para 84 parcelas, reduzir a taxa de juros e liberar um “troco” para o cliente ou caso ele não queira o valor de troco, é possível reduzir o valor de sua parcela. Essa seria uma modalidade de refinanciamento. 

Desse modo, o refinanciamento oferece um crédito com condições bem melhores do que as demais modalidades disponíveis, como o empréstimo pessoal, por exemplo.  

Quem opta pelo financiamento é quem está procurando por taxas de juros menores, tornando o empréstimo mais barato, e com maior prazo para pagar. 

Portanto, resumidamente, o que acontece é que o consumidor troca um contrato de empréstimo por um contrato novo, alterando o prazo ou o valor que contratou anteriormente. 

Aqui no Brasil, os modelos mais conhecidos são o refinanciamento de imóvel e o de automóvel. Durante o processo, esse bem fica como garantia para a instituição financeira (alienação fiduciária). Então, depois que o pagamento total da dívida for concluído, essa alienação é desfeita. 

Isso acarreta em uma situação muito importante. Suponha que você esteja refinanciando um imóvel, pois o financiamento que você tinha estava te apertando muito.  

Ao fazer o refinanciamento, o seu imóvel fica com o banco, ou instituição financeira que escolher, e você pode continuar utilizando-o normalmente.  

Mas, se acontecer de você não conseguir pagar as parcelas e começar a atrasar, o banco pode simplesmente pegar o seu imóvel e o leiloar.  

Por isso, apesar de todos os benefícios que possui, o refinanciamento também é um empréstimo.  

Por isso, como todas as modalidades, envolve riscos que podem te prejudicar. Então, o ideal é só contratá-lo quando você tiver certeza de que conseguirá cumprir com o pagamento das parcelas. 

Como solicitar? 

Para solicitar o refinanciamento do imóvel ou veículo, você precisará passar por algumas etapas: 

  • Primeiro, deve realizar a solicitação através de uma empresa de consultoria financeira. Você pode fazer uma simulação e a solicitação do crédito de forma online, basta preencher os seus dados. Ou, se preferir, pode fazer através do telefone. 
  • Depois, será feita a análise de crédito, onde a instituição irá analisar se a quantia que você solicitou está de acordo com a sua situação financeira atual, a partir do seu histórico de crédito. 
  • Em seguida, vem a análise jurídica e vistoria do bem, processo que serve para verificar os documentos, e tornar o bem a garantia do pagamento. 
  • Por último, ocorre a assinatura do contrato, que deve ser entregue à instituição financeira para a liberação do recurso. 

Qual o melhor momento para solicitar? 

Se você se enrolou nas dívidas, ou está sofrendo com juros abusivos, então, esse é o momento de buscar um empréstimo com juros mais baixos, e fazer um refinanciamento. 

Mesmo que você esteja apenas trocando um pelo outro, o refinanciamento foi feito para ajudar a aliviar o bolso dos consumidores.  

Portanto, se você está tendo problemas com seus cartões de crédito, financiamento de imóvel ou veículo, por exemplo, vale muito a pena procurar por opções de refinanciamento, para te ajudar a estabilizar a sua situação financeira no momento. 

Refinanciamento e portabilidade – qual a diferença? 

Muitas pessoas, durante suas pesquisas, acabam ficando em dúvida sobre a diferença entre refinanciamento e portabilidade. 

De forma geral, as duas modalidades servem para oferecer condições melhores para pessoas que contrataram empréstimos.  

Tanto a portabilidade, como o refinanciamento, pode ser solicitada apenas por pessoas que já possuem um empréstimo consignado. Pois o consumidor estará substituindo uma coisa por outra aparentemente mais vantajosa. 

No entanto, a principal diferença entre ambas as modalidades é que, no caso da portabilidade, quando o consumidor opta por ela, é feito um novo contrato em um banco diferente.  

Isso acaba gerando mais concorrência entre os bancos, pois eles se sentem pressionados a aumentar os benefícios para não perderem esses clientes. 

No refinanciamento, por outro lado, como explicamos no decorrer do artigo, ocorre uma espécie de renegociação do contrato que já existe dentro do mesmo banco. 

Para escolher entre refinanciamento e portabilidade, é necessário analisar alguns fatores específicos de cada situação, como, por exemplo: 

  • A confiança do cliente com relação ao banco escolhido; 
  • Os pré-requisitos de cada uma das modalidades; 
  • E os benefícios que estão sendo oferecidos por cada instituição financeira, para cada um dos casos. 

Então, com todas essas informações, é possível analisar se, no seu caso, é a portabilidade ou o refinanciamento que melhor supre as suas necessidades. 

Vale à pena solicitar o refinanciamento? 

O refinanciamento pode ser uma opção bem interessante, já que dá acesso a um crédito mais vantajoso para o consumidor. Na maioria dos casos, a dívida acaba ficando mais barata, e o novo contrato possui taxas de juros menores. 

Mas, como falamos, essa também é uma modalidade de empréstimos que envolve riscos, e você deve se atentar a eles também.  

É necessário ter em mente que, para não se enrolar ainda mais, você precisa conseguir cumprir com as parcelas e evitar atrasos. Assim, a troca se torna muito vantajosa! 

No entanto, antes de contratar, fique atento! Pois, para ter certeza de que vale a pena, é necessário comparar as ofertas disponíveis, e se atentar às mudanças das principais variáveis, sendo elas:  

  • As taxas que são envolvidas no processo; 
  • O prazo de pagamento; 
  • O valor da prestação; 
  • E, principalmente, o custo total. 

Agora que você já sabe o que avaliar e quando contratar, já está pronto para começar a fazer as suas análises e comparações. Boa sorte! 

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