A Câmara de Rondonópolis pode ter um índice de renovação a 50%, de acordo com estudos feito pelo site Primeira Hora.
A análise levou em conta o histórico de renovação do Poder Legislativo, aliado as novas regras deste ano e os parlamentares que já declararam que não devem disputar cadeiras na Câmara de Vereadores nas eleições deste ano.
A renovação de 50% está dentro da média do legislativo.
Nos estudos feitos pelo Primeira Hora está claro, que renovar metade dos vereadores é uma tendência constante na Câmara de Vereadores.
No entanto, o estudo levou em consideração as eleições de 2004 e 2008, quando o número de parlamentares em Rondonópolis era de 12 e os processos eleitorais de 2012 e 2016, quando a Câmara passou a ter 21 vereadores; em todos os casos a renovação foi próximo ou superior a 50%.
Por outro lado, nas eleições de 2008, por exemplo, quase metade dos parlamentares não conseguiram se reeleger. Dos 12 vereadores em 2004 apenas sete conseguiram voltar ao Legislativo e tomar posse em janeiro de 2009.
O Primeira Hora analisou o histórico das eleições de 2012 e 2016, quando a Câmara passou de 12 para 21 vereadores. Nas eleições de 2016, 11 dos 21 vereadores não voltaram ao parlamento municipal. Uma renovação superior a 50%.
No entanto, no processo eleitoral de 2016 é preciso levar em consideração que os então vereadores Ibrahim Zaher e Aristóteles Cadidé não disputaram aquela eleição.
Eleições 2020
Para este ano, a expectativa de renovação é ainda maior, pois dos 21 vereadores, pelo menos quatro já declararam publicamente que estão fora do processo eleitoral, o que representa logo de cara que há pelo menos 20% de novas vagas disponíveis.
Outro aspecto que vai influenciar no índice de renovação neste processo está nas novas regras; com o fim das coligações, os partidos são obrigados, caso queiram ter representação na Câmara, a lançar chapas puras para a disputar.
Na prática, isso quer dizer que haverá um maior número de candidatos do que o habitual, o que pode representar um risco maior de novos vereadores serem eleitos.
Outro fator levado em prática está relacionado ao fato da cidade ter um número grande de candidatos a prefeito e com isso o voto de legenda pode aumentar e garantir a partidos com candidatos próprios um número maior de vereadores.
A tendência é ter uma pulverização de bancadas na Câmara. Atualmente seis partidos tem representação na Câmara, o Solidariedade com seis vereadores , PSD com com quatro, o PTB e MDB com três parlamentares e o DEM e o PDT com um completam as bancadas.
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