As eleições municipais de 1988 viraram cult nos principais grupos de whatsapp de Rondonópolis, muito devido à digitalização de uma série de santinhos de alguns candidatos que entraram naquela disputa.
Para quem não se lembrar, em 1988 a disputa de contou com seis candidatos a prefeito, mas foi concentrada entre J. Barreto vencedor daquele pleito e Percival Muniz, que ficou em segundo lugar naquela disputa. Os outros candidatos foram Márcio Couto, pelo PT, Lamartine de Nóbrega, pelo PSC, Candinho pelo PDS e Toninho do Guarujá pelo PDT.
No entanto, a disputa por uma das 17 cadeiras na Câmara foi também acirrada. Naquela eleição muitos nomes chamaram a atenção.
O Primeira Hora resolveu relembrar pelos santinhos postados nos grupos alguns personagens daquela eleição.
Pancoso– Etevaldo Clemente Leite, o Pancoso. Ele é talvez um dos personagens mais conhecidos do mundo político de Rondonópolis.

Pancoso teve segundo os cálculos mais de mil votos naquela eleição e estaria entre os mais votados, se não fosse um erro de registro. O nome que constava no Tribunal Regional Eleitoral era de Etevaldo e não o de Pancoso, como os votos eram nominais ele teve todos os votos anulados e ficou fora da Câmara. Uma história que parece mentira, mas não é.

Carlos Rufino– Desportista já famoso na época e sempre ligado ao MDB, devido a uma tradição familiar. O seu pai, Agnaldo Rufino era membro histórico da sigla. Rufino, no entanto, não teve sucesso e não foi eleito.
Tião Lima– Nestas eleições, ele não conseguiu ser eleito. No entanto, nas eleições seguintes foi eleito e releito em 1996, quando fez parte da tropa de choque do ex-prefeito Alberto de Carvalho. Tião Lima abandonou a política e hoje é um respeitado pastor evangélico em Rondonópolis.

Raul Pinto– Pecuarista de família tradicional em Rondonópolis resolveu disputar ao lado de J. Barreto, que era seu amigo. Raul foi eleito vereador, e depois tentou sem sucesso uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Atualmente mora na capital e está afastado da política.

Mando Nunes– Outro candidato a vereador naquela oportunidade. Mando que não tinha o mesmo estilo dos dias de hoje, tentou pelo PSB, sem sucesso uma cadeira na Câmara. Atualmente é conhecido no mundo cultural e virou também militante anti-PT nas redes sociais. Ele dizia à época que defendia a modernização na política.

Candinho– Cândido Borges Leal Júnior, o Candinho. Ex-prefeito, muito bem avaliado, estava fora das disputas quando resolveu pelo PDS tentar a prefeitura, mais uma vez. Ele tinha como slogan- O Povo era feliz e não sabia, que era uma crítica ao MDB que estava há seis anos no Poder com Carlos Bezerra e Fausto Faria e uma lembrança ao período em que foi prefeito na década de 70.






