Pico da incidência do câncer de estômago ocorre aos 70 anos e doença predomina em homens

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Dr. Roberto Barreto, gastroenterologista

Pico da incidência do câncer de estômago ocorre aos 70 anos e doença predomina em homens

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O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, tem maior incidência em homens com idade a partir dos 50 anos. O pico ocorre por volta dos 70 anos. Dieta irregular, tabagismo e uso excessivo de álcool favorecem o surgimento dos tumores.

Os tumores do estômago se apresentam, predominantemente, na forma de três tipos: adenocarcinoma (responsável por 95% dos tumores), linfoma (diagnosticado em cerca de 3% dos casos), e leiomiossarcoma, iniciado em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos.

Gastroenterologista e endoscopista, o Dr. Roberto Barreto explica que não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, alguns sinais como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna, como úlcera e gastrite, ou mesmo tumor de estômago.

Já a presença de massa palpável na parte superior do abdômen, aumento do tamanho do fígado e presença de íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo indicam estágio avançado da doença.

É como pontua Dr. Roberto Barreto, que atua Instituto de Gastro e Proctologia Avançada (IGPA), Centro de Endoscopia de Cuiabá (CEC) e Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, em Várzea Grande.

De acordo com o especialista, não são comuns sangramentos gástricos em lesões malignas, entretanto, o vômito com sangue ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago. Também podem surgir sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte.

Quando o exame físico está sendo realizado, o paciente com câncer pode sentir dor no momento em que o estômago é palpado.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva alta. Para realizar esse exame, o paciente recebe sedação e é aplicado anestésico na região da garganta. A seguir, um tubo é introduzido pela boca.

A endoscopia digestiva alta permite ao médico visualizar o esôfago e o estômago, além de fazer biópsias (retirada de pequenos fragmentos do tecido). O material da biópsia é enviado a um laboratório para que seja confirmado (ou não) o diagnóstico de tumor maligno e definido qual o tipo de tumor.

Caso o diagnóstico de câncer gástrico seja confirmado, geralmente é necessária a realização de tomografias computadorizadas para avaliar a extensão do tumor.

Em alguns casos, quando o câncer parece ser de estágio mais inicial, pode ser solicitada ultrassonografia endoscópica (exame semelhante à endoscopia digestiva alta, em que na ponta do tubo introduzido pela garganta há um aparelho de ultrassom).

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