Um homem morreu baleado por um policial militar à paisana em uma lanchonete na noite de sábado (28), em Cosmópolis (SP), região próxima à Campinas. A vítima entrou no local anunciando um assalto “de brincadeira” e foi atingida com três tiros, de acordo coma Polícia Civil. Um simulacro de arma foi apreendido.
A polícia foi acionada para atender uma ocorrência de roub por volta de 20h. Segundo o boletim de ocorrência, o policial militar relatou que estava de folga comendo com familiares quando o homem entrou e anunciou um assalto, se dirigindo a ele “aos gritos”. Ronaldo Lopes de Lima, de 45 anos, “brincou” pedindo dinheiro e depois circulou pelo local falando “perdeu, perdeu”.
Em seguida, o militar se levantou e anunciou que era policial, pedindo que a vítima largasse a arma. Ronaldo então, teria se virado e apontado o objeto para ele. O policial disparou três vezes contra a vítima, que morreu no local.
Segundo informações da polícia, o oficial seguiu o protocolo e retirou a arma da vítima após os disparo, percebendo que era um simulacro. Ele ainda teria saído à rua, em busca de outros suspeitos do roubo, porém não encontrou ninguém. A Polícia Militar foi acionada logo após.
Em depoimento à Polícia Civil, uma das testemunhas afirmou que conhecia Ronaldo e que ele costumava fazer sempre esse tipo de “brincadeira”, simulando um assalto à lanchonete.
A perícia foi acionada e o médico constatou a morte do homem no local. O PM foi liberado após prestar depoimento o caso foi registrado como homicídio simples. A arma do policial e um simulacro foram apreendidos.

Em nota, a Prefeitura de Cosmópolis informou que Lima era servidor público e trabalhava na Secretaria de Saneamento Básico desde 2011. Ele era auxiliar de serviços no Departamento de Água municipal.
Por nota, a prefeitura informou que lamenta a morte do servidor. “A Prefeitura Municipal de Cosmópolis e o prefeito José Pivatto lamentam o incidente fatal que envolveu um servidor público municipal e prestam condolências e solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, nesta hora de profundo pesar”, diz.





