O caso do estuprador, de 52 anos, que se declarou transgênero e conseguiu ser transferido a um presídio feminino, na Inglaterra, ganhou a imprensa internacional, em setembro do ano passado.
Sem ter realizado a cirurgia de mudança de sexo, o presidiário, que passou a usar o nome social Karen White, continou a cometer abusos sexuais na prisão. Com isso, retornou a uma detenção masculina, e está preso junto a criminosos perigosos.
Legalmente reconhecido como um homem, White agora está pedindo dinheiro a amigos para juntar 25 mil libras a fim de fazer a cirurgia de mudança de sexo, e conseguir ser novamente transferido a um presídio feminino.
Inicialmente, Karen foi preso por abusar sexualmente de um menor de idade. Mas depois confessou ter estuprado uma mulher em 2003 e outra, duas vezes, em 2016.
Ele também confessou ter abusado as quatro detentas que o acusaram. Além da agressão sexual às presas, White também cometeu obscenidades como toques indevidos, comentários constrangedores sobre sexo oral e exibição de suas genitais. Os crimes teriam ocorrido durante dois meses.
Antes de ser preso e ficar um ano e meio em uma detenção masculina, Karen White nunca tinha se declarado mulher.
Mas após a prisão, passou a usar roupas e cabelos femininos, e a usar maquiagem, além de mudar o nome. Depois de se declarar transgênero, ganhou o direito de ser transferido à New Hall Prison, para ficar junto com mulheres.
O caso acende a discussão sobre a importância de se pensar na prisão de pessoas trans e travestis.





