Na 12ª reunião da Câmara Setorial Temática (CST) do fortalecimento da engenharia e do desenvolvimento logístico do estado, realizada nessa terça-feira (28), o foco principal das discussões foi a possibilidade de criação de uma ‘bolsa de valores’ específica para a avaliação dos serviços ecossistêmicos em Mato Grosso.
De acordo com o presidente da CST, Elói da Silva Pereira, a ideia surgiu de um modelo parecido com o do TEEB (Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade para Formuladores de Políticas Locais e Regionais), que é a tabela de valoração dos serviços ecossistêmicos em todo o mundo.
Segundo Elói Pereira, esse serviço é semelhante a uma ‘bolsa de valores’. Mas, ao invés de oferecer ações, os proprietários rurais negociariam ativos (áreas de conservação) a preços de mercados e aqueles que possuem passivos (que têm interesse em comprar esses ativos) para as suas compensações.
“Essa é a nossa intenção. Tem uma variação diária. Não o de criar a instituição bolsa de valores, mas criar uma regulamentação que permita que o mercado crie e dê condições, agregando seus conhecimentos e valores, para o Estado regulamentar esse mercado”, explicou Elói Pereira.
Elói Pereira disse que o papel da CST é o de colher sugestões e depois discuti-las para a formatação de proposituras, definindo regras específicas. Isso, de acordo com ele, é fundamental para que não haja incoerência legal. “Isso será necessário para não haver ilegalidade e possa funcionar dentro da legislação e como mercado comum”, destacou.
“A bolsa de valores vai permitir que sejam legalizadas todas as ações ligadas aos ecossistemas. Isso vai passar a ter uma regulamentação”.
“Nas compras e vendas de passivos e ativos dos serviços ecossistêmicos. Com a criação da bolsa de valores quem ganha é a sociedade”, afirmou Pereira.
O consultor de Agricultura Sustentável, Carlos Henrique Bonsi Checoli, que fez a apresentação da metodologia de valoração de serviços ecossistêmicos, disse que é preciso definir um valor sobre os produtos que a natureza oferece sem cobrar nada do homem.
Segundo ele, todas as atividades econômicas que são desenvolvidas estão inseridas no ecossistema.
“Se possuo uma indústria e precisa de dez mil litros de água por hora e não tenho de onde captá-la, porque um córrego secou ou lençol freático está contaminado, não tenho como desenvolver a atividade econômica, mas posso substituí-la financeiramente pelos serviços ecossistêmicos que são prestados pela natureza”, disse Checoli.
A próxima reunião ordinária da CST está programada para acontecer no final do mês de setembro, às 9h30, na sala de reunião das comissões, 202. Mas a pauta de discussões e nem o palestrante foram definidos.





