O professor e deputado Allan Kardec (PDT) apresentará projetos de lei a partir da discussão feita em audiência pública, nessa terça-feira (07), para debater a obrigatoriedade de avaliação física nas academias de Mato Grosso e similares.
Acatando sugestão dos presentes, o parlamentar sugerirá mudança na legislação para tentar viabilizar desconto nas contas de energia elétrica das empresas ligada à Educação Física e tornar obrigatória a realização de exames antes da prática esportiva.
Allan anunciou a apresentação dos projetos ao final da audiência. O desconto nas contas de energia elétrica surgiu da reivindicação do Sindicato das Academias de Mato Grosso.
O parlamentar afirma que as aproximadamente 600 academias do Estado pagam cerca de 30% da conta de energia somente por conta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A energia é um dos componentes mais caros das academias porque muitos aparelhos dependem da eletricidade para funcionar. Em contrapartida, a ideia é criar mecanismos de benefícios sociais para a população de baixa renda, como a gratuidade de mensalidades.
Outra ideia que surgiu é tornar obrigatória a realização de exames antes da prática esportiva, o que valeria para academias e similares, como exercícios feito em ambientes públicos sob coordenação de profissionais de Educação Física.
Uma proposta que agradou parte dos presentes é tornar obrigatória a realização do Questionário de Prontidão para Aptidão Física (Par-Q).
Isso já consta em projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa e foi sugerido também por Allan quando vereador por Cuiabá. “Mas vamos continuar o debate com a categoria para ver o que pode ser formalmente votado em plenário nos próximos dias”, completa.
A obrigatoriedade de exames gerou muitas discussões na audiência. Especialistas como Mônica Marques, representante da Associação Brasileira de Academias (Acad), acreditam que isso pode desestimular muitas pessoas a procurarem a academia.
Ela argumenta ainda que a prática esportiva é segura e que há uma morte para cada 2.987.053 horas praticadas.
“Somos contra qualquer barreira para a prática esportiva. Se a pessoa apresentar algum sinal, algum desconforto, tontura ou mal-estar, aí ele parte para o exame médico”. Da mesma forma se pronunciou Vicente Soares, do Sindicato das Academias de Mato Grosso.
Rêmulo Claúdio Abbas, administrador do Movimento Educação Física Legal, pondera que a obrigatoriedade de exame física é um exemplo de respeito às pessoas.
“Isso pode ser feito pelo profissional já contratado pela academia, o que não geraria custo adicional nenhum”. Na mesma linha segue Jefferson Neves, ao ponderar sobre a necessidade de exame físico e não médico.





