Verme raro encontrado em casa em MG pode causar confusão mental se ingerido por crianças

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Verme foi visto no Brasil no fim da década de 1970 e em 1999. Nas duas vezes, estava em área de floresta - Reprodução Record TV

Verme raro encontrado em casa em MG pode causar confusão mental se ingerido por crianças

Especialista acredita que o bicho tenha chegado à área urbana de Pedro Leopoldo por meio de viajantes que vieram de fora do país

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verme raro e tóxico encontrado em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, pode causar dor de cabeça e confusão mental se for ingerido por crianças, afirmou a bióloga Fernanda Raggi. O verme “cabeça de martelo” foi encontrado no quintal da casa de uma família que vive na cidade da Grande BH.

A bióloga explicou que o verme elimina as minhocas nativas, põe plantações em risco e representa um perigo para animais e humanos. De acordo com a especialista, o verme solta uma substância neurotóxica que pode causar desnorteamento em animais que o ingerirem.

O animal, que pode ser confundido com uma minhoca, é, na verdade, um platelminto, caracterizado por sua capacidade de regeneração. Isso significa que caso ele sofra algum tipo de corte, ele consegue se regenerar. Moradores relataram que quando partiram a cabeça de martelo ao meio, o verme continuou a se mexer. Bióloga orienta que moradores coloquem sal no verme. 

Não havia registro da presença do verme em solo brasileiro até que a dona de casa Katia Oliveira Medina percebeu um no quintal dela, no fim de setembro deste ano. “Eu nunca vi uma coisa assim. Apareceram vários. Levantei o tapete, e o bicho estava lá.” 

Segundo a moradora, uma galinha da família e dois gatos foram encontrados mortos no local. Ela desconfia que as mortes possam ter relação com a presença do verme. 

A bióloga Fernanda acredita que o bicho tenha chegado a Pedro Leopoldo por meio de viajantes. “O verme é de origem indiana. Acredito que eles vieram transportados por navios quando tivemos a chegada de pesquisadores, principalmente de áreas botânicas e cavernas. Temos muitas cavernas em Pedro Leopoldo”, sugere. 

A reportagem procurou a prefeitura da cidade para saber se o verme foi encontrado em outras casas e aguarda retorno. Procurada pela reportagem, a Funed (Fundação Ezequiel Dias) informou que a instituição não realiza exames do tipo. Na Fiocruz Minas (Fundação Oswaldo Cruz), também não há pesquisas sobre o cabeça de martelo.

A Prefeitura de Pedro Leopoldo orienta os moradores a fazer contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente caso encontrem o verme ou um animal semelhante. O telefone é (31) 98814-6540.

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