Vereadora sai em em defesa do comércio até as 22 horas em Rondonópolis

Foto: Roger Andrade

Após a reclassificação de Rondonópolis do risco “muito alto” de COVID-19 para o risco “alto” a vereadora Kalynka Meirelles – Republicanos tem buscado o diálogo e indicado para que o Comitê de Crise e o Executivo Municipal estenda, com seguimento de todo o rigor das medidas sanitárias de higiene e isolamento, o horário de funcionamento do comércio local até às 22 horas.

Para fazer o alerta, Kalynka se aporta em um levantamento realizado pelo Sindicato Intermunicipal dos Empregados do Comércio de Bares de Mato Grosso (SINDEBARES/SUL), que revelou, nesta semana, que 814 trabalhadores do setor de restaurantes e similares perderam o emprego nos últimos 60 dias na cidade. Para a vereadora, por mais que estejam sendo fomentadas medidas de socorro financeiro, não há nada mais eficaz que o retorno da arrecadação destas empresas.

“Continuamos tendo a meta de salvar vidas como nossa principal, ocorre que economia não é somente um amontoado de números. Quando um pai ou uma mãe de família perde o emprego, estamos falando de um impacto profundo que começa diminuindo a qualidade de vida e posteriormente coloca em risco sim a própria vida de diferentes maneiras. É um assunto muito sério, essa situação do Sindicombares é muito preocupante e precisamos reavaliar essa questão dos horários com as autoridades responsáveis”, pontuou.

A parlamentar ressalta, todavia, que não se trata somente de um problema específico deste tipo de comércio alimentício, mas de toda a classe empresarial. Kalynka pontua que a União dos Lojistas de Shopping Center (Unishop) acabou de informar que ao menos 50 lojistas fecharam as portas em shopping centers de Mato Grosso só no primeiro trimestre de 2021 e o efeito dominó deste tipo de situação é perverso, aprofunda a vereadora..

“O pessoal dos restaurantes e similarmente, que normalmente iniciavam suas atividades por volta de 20 horas, que hoje é o máximo permitido pelos decretos, certamente são os mais afetados, mas não são os únicos. A questão dos shoppings centers é preocupante, bem como de praticamente todos os setores. A inadimplência tem crescido muito e isso cria um cenário de instabilidade terrível. Uma loja fechada não só desemprega seus funcionários, mas o próprio prestador de serviço que vinha ali executar algum reparo, o motoboy que fazia as entregas e por aí vai. É um problema que vai se desdobrando e vira uma bola de neve”, analisou.

Para a parlamentar, os investimentos feitos para ampliação da oferta de leitos de UTI COVID, tanto na UPA como no Hospital Regional, precisam ser acompanhados de uma reavaliação sobre o quadro econômico e funcionamento das empresas, seguindo o exemplo de cidades vizinhas. Kalynka explica que os efeitos negativos da pandemia na economia em 2021 têm sido ainda mais acelerados que em 2020.

“Esse número de fechamento de lojas no shopping do estado, apenas nos três primeiros meses de 2021, já representa mais da metade de todas as baixas registradas no ano inteiro de 2020. Tenho me reunido com entidades e falado com donos de lanchonetes, vendedores espetinhos e outros que possuem seus ganhos atrelados ao fim do expedientes. Eles são unânimes em dizer que estas duas  horas a mais vão salvar os seus negócios, porque o consumidor sai do trabalho perto das 18 horas e sabendo que fechará as 20 ele não vai sair pra comer. Penso que o Poder Público precisa ter sensibilidade para proceder de maneira com que suas ações tenham equilíbrio e não sejam a solução para um setor e o caos pra outro”, finalizou.