Um ano após a morte de Eduardo Campos, PSB busca liderança nacional

pedro taques é filiado ao psdb em ato para 5 mil pessoas e líderes nacionais

No dia 13 de agosto de 2014, o acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos balançou a corrida eleitoral e causou comoção no meio político. Um ano após a morte do ex-governador de Pernambuco, a tragédia permanece sem explicação, já que a caixa preta não registrou os últimos minutos de voo da aeronave, que caiu em Santos, no litoral de São Paulo.

Com o slogan de que seria o portador de uma "nova política", Campos, candidato pelo PSB, ganhou projeção como uma alternativa ao cenário político polarizado entre PT e PSBD, que se alternaram na disputa presidencial desde 1992. A morte do pernambucano legou a posição de destaque a Marina Silva, mas a ex-ministra acabou derrotada logo no primeiro turno, após uma arrancada de popularidade.

"A entrada de Eduardo Campos (na eleição) e posteriormente da Marina deu a esperança de que haveria uma terceira forma, uma terceira possibilidade de mudar o ciclo da eleição", afirma a cientista política Maria Teresa Kerbauy, da Unesp.

"A ideia da 'nova política' proposta pelas candidaturas de Eduardo Campos e Marina acho que se perdeu diante da avalanche de acontecimentos políticos, econômicos e éticos que ocorreram a partir de janeiro de 2015", analisa a especialista. "Ela poderá voltar, mas deverá ser repensada tendo em vista os acontecimentos de 2015."

Segundo Maria Teresa, o grande vácuo deixado pela morte de Campos é justamente esse, a falta de uma liderança que se apresente como uma "terceira via".

Nascido em 10 de agosto de 1965, Eduardo Campos completaria 50 anos em 2015. Longe de ser um novato que se fez sozinho na política, ele vinha de uma família influente – seu avô Miguel de Arraes foi governador de Pernambuco por três vezes, e sua mãe, Ana Arraes, é ministra do Tribunal de Contas da União.

O ex-governador era casado com Renata Campos, com quem teve cinco filhos. O segundo mais velho deles, João Campos, de 21 anos, já segue os passos do pai na política, discursando bastante desde o acidente, e deve se candidatar a deputado federal em 2018.

Para Maria Teresa Kerbauy, João Campos tem todas as condições para conseguir engrenar uma carreira na política e se eleger. "A tradição política de sua família é um fator importante para o seu sucesso eleitoral", pontua.