Tragédia no RS: Pimenta diz que aeroporto de Porto Alegre fica fechado por ao menos 6 meses

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Ministro acredita que pista do Salgado Filho vai precisar de estudo - Reprodução/Record

Tragédia no RS: Pimenta diz que aeroporto de Porto Alegre fica fechado por ao menos 6 meses

Em entrevista ao Balanço Geral RS, ministro detalhou ações do governo federal para reconstruir o estado, devastado por enchentes

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O ministro extraordinário da Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, afirmou nesta quinta-feira (16) em entrevista ao Balanço Geral RS que o aeroporto de Porto Alegre (RS) deve ficar fechado ao menos por seis meses. O Aeroporto Salgado Filho está inoperante desde 3 de maio, por conta das fortes chuvas e enchentes que atingem o Rio Grande do Sul e já mataram 151 pessoas, segundo a atualização mais recente da Defesa Civil local. Segundo o ministro, 53 voos com destino ao RS já voltaram a funcionar, até o momento.

“Em menos de seis meses não acredito que volte a funcionar. A pista está embaixo d’água. Quando baixar, tem aquela parte que a gente conhece, operacional, mas vai ter de ser eito um grande estudo. Essa pista virou uma espécie de esponja. Possivelmente terá de ser feito um trabalho de sondagem para reforço dessa pista. Não sou técnico da área, mas pelo que estou acompanhando, sinceramente, acho que, dificilmente, em menos de seis meses esse aeroporto volte a funcionar”, admitiu Pimenta ao apresentador Samuel Vettori.

O ministro era responsável pela Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do mandato. Nessa quarta-feira (15), porém, Lula criou a Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, com status de ministério, e colocou Pimenta à frente da nova pasta, a 39ª da gestão petista.

O ministro também informou que o governo federal vai usar bombas d’água do Ceará, Alagoas e São Paulo para esvaziar os diques das cidades gaúchas afetadas. Pimenta afirmou que as estruturas vão ser transportadas ao estado pela FAB (Força Aérea Brasileira). Segundo o ministro, as ferramentas do Ceará são usadas na transposição do Rio São Francisco e as de São Paulo são da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo). Pimenta informou que as bombas d’água já estão em direção ao Rio Grande do Sul, mas não detalhou quando os itens devem chegar ao estado.

Segundo Pimenta, o governo federal vai bancar a contratação de bombas d’águas pelas prefeituras gaúchas afetadas. A ação do Executivo também tem focado a reconstrução das estruturas danificadas pelas chuvas, para que a água não retorne aos diques.

“Temos um problema gravíssimo. A água entrou pelo dique, porque o dique rompeu. O rio baixa, mas a água não sai, [então] o dique virou uma barreira. Um dos focos principais do meu trabalho, junto com o ministro [da Integração e do Desenvolvimento Regional] Waldez Góes e prefeitos, é ajudar a viabilizar esse sistema de bombas. Estou mobilizando a FAB para trazer essas bombas, identificamos bombas no Ceará, utilizadas na transposição do São Francisco, em Alagoas e tem também sistemas de bombas em São Paulo, na Sabesp. Parte delas já está vindo para o RS. vamos permitir que as prefeituras incluam no plano de trabalho a contratação de empresas para tirar água. O governo federal vai pagar integralmente [essas contratações]. Paralelo a isso, tem que fechar os diques, senão tiro a água de um lado e ela volta pelo buraco. Então, vamos autorizar também os municípios a incluir no plano de trabalho deles o fechamento dos diques. Essas duas coisas são urgentes, até para a gente saber como vão ficar os bairros”, detalhou.

Pimenta reforçou, ainda, parte dos anúncios feitos pelo presidente Lula nessa quarta (15), durante visita ao estado. Foi a terceira vez que Lula viajou ao Rio Grande do Sul desde o início da tragédia. Entre as ações, estão Pix de R$ 5,1 mil para famílias que perderam bens durante as enchentes, incorporação de mais beneficiários no Bolsa Família e liberação de parcelas adicionais de seguro-desemprego.

“Nós [governo federal] vamos comprar todos os imóveis nas cidades [afetadas pelas enchentes] que estão a leilão no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal que estão desocupados. E vamos botar nesse programa [Minha Casa, Minha Vida]”, acrescentou.

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