Tomada de decisões no agronegócio por mulheres já representa 10%‏, afirma a Aprosoja

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A participação das mulheres nas tomadas de decisões no agronegócio brasileiro já representa 10%. O índice revela uma evolução – e revolução – no campo em pouco mais de duas décadas: de 1991 até 1998 elas estavam em apenas 1% de cargos de gestão e administração das propriedades rurais.

O cenário começou a mudar a partir do biênio 2003/2004, quando o percentual saltou de 1% para 3%. Em 2009/2010, a participação feminina passou para 7%. Esta última guinada, de 10%, é relativa ao biênio 2013/2014. Os dados estão na 6ª edição da Pesquisa Comportamental e Hábitos de Mídia do Produtor Rural Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMR&A).

Na Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), a participação feminina também é crescente. Entre os delegados, por exemplo, as mulheres passaram de 4% para 7% do total. Em 2010, eram 125 delegados, sendo cinco mulheres. Em 2014, dos 143, dez eram mulheres. A escolha, vale lembrar, é feita por meio de voto dos associados, que são eleitos para representar os produtores nas quatro regiões de Mato Grosso.

Delegada coordenadora da Aprosoja em Tangará da Serra e gerente administrativa da Fazenda Sulina Sementes, Eloiza Zuconelli, acredita que a participação das mulheres vai além da gestão do agronegócio.