Temer alerta para “paralisação” do Brasil sem reforma da Previdência

guarantã será atendido pelo mutirão justiça comunitária

O presidente da República, Michel Temer, alertou, nesta quarta-feira (29), para uma possível paralisação do Brasil no caso de a reforma da Previdência não ser aprovada pelo Congresso Nacional. Sem mudanças no atual sistema, o País, em 2024, terá recursos apenas para pagar servidores públicos e os aposentados e pensionistas.

“Não pense em investimento de nenhuma maneira, não pense em programas sociais de nenhuma maneira, porque a verba projetada para 2024, e como diz o meu ministro Padilha, 2024 é amanhã. É daqui a sete anos, e sete anos passam de uma maneira extraordinária”, afirmou Temer, durante discurso no 10° Brazil Conference do Bank of America Merrill Lynch.

No ano passado, a Previdência Social teve um déficit de R$ 149,7 bilhões. Para este ano, a projeção é que o saldo negativo chegue a R$ 181 bilhões. “Como há uma campanha muito grande contra a Previdência Social, se não fizer essa reforma hoje (…), daqui a sete anos, paralisamos o País”, disse.

Ao assumir o governo, Temer ponderou no discurso, o raciocínio poderia ter sido de evitar reformas estruturais e apresentar medidas populistas. No entanto, o caminho foi outro. A opção do presidente da República foi resolver o problema imediatamente, antes que ele se torne maior e mais difícil de solucionar.

Equilíbrio

Evitar a reforma agora pode levar o Brasil a passar pela mesma situação vivida por países como Espanha, Grécia e Portugal. Com o excesso de gastos previdenciários, os governos locais foram obrigados a reduzir o valor de aposentadorias e salários de servidores públicos. Segundo Temer, essas reformas querem evitar esse cenário no Brasil.

“Nós estamos fazendo regras de transição que permitem que, muito proximamente, muito brevemente. a economia nacional, as finanças públicas possam estar mais equilibradas”, argumentou o presidente.

Regras

Ele ainda argumentou que é falso a afirmação de que o brasileiro terá de trabalhar por 49 anos para se aposentar. Pelas regras propostas, terá acesso ao benefício quem tiver 65 anos de idade e pelo menos 25 anos de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Com esses requisitos, é possível se beneficiar com o equivalente a 76% do salário de contribuição. Se o objetivo for uma renda maior, para cada ano a mais no mercado, o trabalhador irá incrementar essa conta em um ponto percentual.