Tartaruga atropelada em avenida tem casco colado e ‘lacrado’ em MT

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Uma tartaruga fêmea que foi atropelada em uma avenida de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, no mês de junho deste ano, recebeu uma adaptação no casco. O animal, da espécie cágado de barbicha, passou por uma cirurgia para que o casco cole novamente e retorne ao habitat natural. O réptil está sob os cuidados do Hospital Veterinário da Universidade de Mato Grosso (UFMT).

A médica veterinária Tânia Luisa Costa disse que ela e a colega Gabriela Accardi usaram peças adesivas, cola 'superpotente', um lacre e, principalmente cera óssea para fixar o casco. Ela se diz confiante na recuperação da tartaruga, que poderá retornar à natureza em até seis meses.

Tânia e Gabriela, que são residentes no hospital, explicam que essa não é a única maneira de recuperar o casco quebrado . “Existe outros tipos de cirurgia. Pesquisamos algo simples para fazer com que o casco cole novamente e dê certo", disse.

O animal ainda está em observação e precisa passar por alguns procedimentos. Uma vez por dia a tartaruga passa por inalação. Também para ajudar na recuperação, ela toma remédios antibiótico e analgésico. O exame radiográfico é feito constantemente para ver como está a cicatrização.

A tartaruga chegou ao hospital no mês de junho deste ano e pesa 3,6 kg. A alimentação do animal é bem regrada. Ela se alimenta de uma medida de 8% do peso. A quantidade exata é preciso, pois o animais têm o metabolismo lento. O réptil não come todos os dias e é mantido em água morna para acelerar o metabolismo.
A orientação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) é que, antes de resgatar animais acidentados, tanto no perímetro urbano e rural, é necessário entrar em contato com a coordenadoria de Fauna da pasta ou com a Polícia Militar para fazer o resgate.