Suspeito de pedofilia pagava pensão a mãe de vítima para não ser denunciado

Suspeito de pedofilia pagava pensão a mãe de vítima
Divulgação/PCDF



Um homem de 50 anos foi detido na manhã desta sexta-feira (10) suspeito de praticar pedofilia em Ceilândia, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, ele morava em frente a uma escola infantil e abusou de pelo menos sete crianças.

A mãe de uma das vítimas recebia cerca de R$ 600 reais por mês para não denunciar o suspeito.

Na residência onde o acusado mora com a mãe, os policiais encontraram diversos brinquedos e apreenderam gravações dos abusos. Na delegacia, o homem disse que sabia o motivo da prisão e estava buscando tratamento psiquiátrico.

A denúncia foi feita no dia 23 de julho, quando uma das vítimas, de 18 anos, sobrinha dele, denunciou o crime. A garota afirmou que sofreu abusos dos 9 aos 16 anos e descobriu que a irmã, atualmente com 13, também foi violentada quando tinha 10 anos.

A mãe da garota descobriu os abusos em 2016, mas não quis denunciar o próprio irmão com medo da reação da família.

Ainda de acordo com a polícia, o homem é funcionário da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil e também deve ser autuado na Lei Maria da Penha, já que algumas vítimas relataram agressões físicas.

Os investigadores ainda devem interrogar outros familiares do suspeito para descobrir se eles estão envolvidos nos abusos.

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil divulgou na tarde dessa sexta-feira (10) uma nota sobre a prisão do funcionário. Confira a íntegra:

“A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) informa que ainda não foi comunicada oficialmente da prisão de seu servidor durante a operação intitulada ‘Infância não tem preço’. A Companhia lamenta o fato e esclarece que repudia todo tipo de violência”.

“A Novacap irá colaborar com as investigações, caso seja demandada. A Novacap esclarece ainda que, de acordo com o código de ética da Companhia, irá acionar a autoridade judicial para o fornecimento de informações das investigações para que a Companhia possa abrir, se for o caso, um processo disciplinar interno.”