Suspeito de dopar e estuprar garota de 12 anos em MT é preso em SP

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Um homem suspeito de dopar e estuprar uma menina de 12 anos em Várzea Grande (MT) foi preso nesta quarta-feira (24) enquanto trabalhava em uma obra em Taubaté (SP). O caso ocorreu em junho de 2017 e ele estava foragido após o crime. À época, ele chegou a trocar mensagens com a adolescente prometendo presentes e passeios para marcar um encontro.

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), ele foi abordado após uma denúncia anônima que informou que ele estaria trabalhando como eletricista em uma construção às margens de uma rodovia estadual.

Em conversa mantida com a vítima via celular, suspeito pede à menina para não conte a ninguém que irá sair com ele — Foto: Polícia Civil de MT/Divulgação

Em conversa mantida com a vítima via celular, suspeito pede à menina para não conte a ninguém que irá sair com ele — Foto: Polícia Civil de MT/Divulgação

Uma equipe de policiais rodoviários não encontrou a obra mencionada na denúncia, mas em vistoria a uma construção na altura do Km 106 da Dutra, o suspeito foi encontrado e abordado.

“Ao chegar no local, chamei ele pelo nome, ele respondeu e disse que já sabia porque estávamos no local”, disse o capitão Antônio Monteiro, da PRE. De acordo com o capitão, havia dois mandados de prisão expedido contra o suspeito por estupro de vulnerável.

O suspeito foi detido e levado para o 3° DP em Taubaté, onde está preso. Até a publicação da reportagem, o caso estava sendo registrado.

Histórico

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria mantido conversas com a vítima pelo celular e prometia levar a garota a passeios em shoppings e dar presentes. À época, a vítima relatou à polícia que o homem disse à ela que era do Paraná, mas que trabalhava prestando serviço aos três shoppings de Cuiabá.

Ela disse que não se lembra de nada depois de ter tomado um suco oferecido por ele. A garota foi deixada na calçada, em frente à casa do avô, aparentando estar drogada e a irmã dela acionou a polícia. Ainda na época, no boletim de ocorrência, a irmã disse que possivelmente a menina se relacionava com o suspeito há mais de um ano, com o consentimento da mãe.