Suspeito de assassinatos forja a própria morte para despistar a Polícia

Para a Polícia Civil do PE, o criminoso, que segue foragido, agiu para atrapalhar as investigações

Suspeito de assassinatos forja a própria morte para despistar a Polícia
Reprodução/Polícia Civil do Pernambuco

Suspeito de se envolver em homicídios e tráfico de drogas em Moreno, na Região Metropolitana de Recife, um criminoso decidiu forjar a própria morte para atrapalhar as investigações que levariam a Polícia Civil de Pernambuco a ele.

O acusado tirou foto de si deitado no chão, com a camiseta manchada de vermelho escuro na região do coração, para indicar que ele teria sido morto.

De acordo com a Polícia Civil do PE, em nota enviada ao portal da RedeTV!, o acusado foi identificado como Everson Leonardo Nascimento de Lima, conhecido como Zé Quinta. O rapaz de 29 anos “é traficante e homicida no bairro Vila Holandesa, em Moreno (PE)”. 

Ainda de acordo com a instituição, há informações de que o suspeito costuma até mesmo impor toque de recolher na região. “Ele é perigoso”, definiu o comunicado. O último homicídio que ele teria cometido foi no dia 5 de maio deste ano. O episódio teve como vítima Edvaldo Bruno Machado, conhecido como Boca Roxa.

Desde essa data, a Polícia faz buscas para encontrar Zé Quinta e seu comparsa, Elias José dos Santos da Silva. Eles não teriam agido juntos, mas praticaram os mesmo crimes e estavam sempre em comunicação.

A foto com a morte forjada foi enviada ao delegado responsável pelo caso pelo WhatsApp da Polícia Civil de Pernambuco, ferramenta usada para receber denúncias sobre esse e outros casos. Para o delegado, a cena foi produzida de forma muito amadora, portanto, logo no início foi possível perceber que a imagem era forjada.

Quem tiver informações sobre os foragidos podem enviar mensagem de WhatsApp pelo telefone (81) 98770-4812. A pessoa não precisa se identificar e a Polícia Civil garante o anonimato dos denunciantes.

Everson Leonardo Nascimento de Lima e Elias José dos Santos da Silva (Foto: Reprodução/Polícia Civil do Pernambuco)