Sindicato diz que vai pagar carro de enfermeiro destruído por taxistas

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O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Taxis no Estado de São Paulo (Simtetaxis) informou em nota, nesta quinta-feira (12), que vai ressarcir o enfermeiro Jorge Carlos Ferreira, agredido durante um protesto de taxistas. O enfermeiro disse que estava seguindo para o trabalho, quando seu veículo foi confundido com automóveis do aplicativo Uber na terça-feira (10).

Os taxistas protestavam contra decreto do prefeito Fernando Haddad (PT) que autoriza serviços de transporte individual por aplicativos, como o Uber, na cidade. O veículo do enfermeiro, um Corsa preto, seguia na região da Avenida 23 de Maio, no sentido Aeroporto de Congonhas, quando avançou na direção dos taxistas. O carro foi cercado pelos manifestantes, que chutaram e deram socos. O porta-malas foi amassado e o vidro traseiro, quebrado.

A assessoria do Sindicato informou que o órgão não é conivente com esse tipo de ação e que tenta identificar os agressores. Os taxistas que teriam sido atingidos pelo carro do enfermeiro na fuga também não foram identificados.

O advogado do enfermeiro, José Ovídio Ortiz, afirmou ao G1 que o veículo foi liberado pelos peritos na quarta-feira (11). “Estamos fazendo os orçamentos do conserto do carro. Vamos ver primeiro os valores do prejuízo e depois entraremos em contato com o sindicato. O prejuízo não se resume só ao patrimônio, vamos conversar e ver que ação será tomada, quais as responsabilidades de cada um”, disse.

A polícia também instaurou inquérito para identificar os agressores.