Serviço Florestal Brasileiro participa do Projeto de Recuperação do Rio Pitimbu

O Incra também participa do projeto. A recuperação prevê a plantação de 120 mil mudas em 193 hectares de área degradada

Divulgação/SFB

O Projeto de Recuperação do Rio Pitimbu, localizado na região metropolitana de Natal (RN), foi reiniciado a todo vapor. Serão plantadas 120 mil mudas em uma área de 193 hectares de área degradada.

O programa é financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e tem a parceria do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) e da Cooperativa dos Assentados Produtores da Agricultura Familiar de Macaíba e Adjacências (Coapafama), além do apoio de moradores dos Assentamentos Quilombo dos Palmares II e Eldorado dos Carajás, onde ficam as nascentes do rio.

O trabalho começou em 2018 visando a recuperação florestal de uma das Áreas de Preservação Permanente (APP), que contribuem para o abastecimento de água no município. Além disso, pretende-se construir um plano de Pagamento por Serviços Ambientais. Com o foco nos produtores de água, o Rio Grande do Norte pode se tornar o primeiro estado do Nordeste no desenvolvimento sustentável e na proteção dos mananciais que abastecem os centros urbanos.




Monitoramento

O SFB participa do projeto por meio da fiscalização técnica e ofertando a capacidade e experiência da equipe técnica com o objetivo de promover eficiência na aplicação dos recursos. O Incra, por sua vez, cede as áreas para a implantação das ações de recuperação ambiental, fornece apoio institucional às comunidades dos assentamentos.

O chefe da Unidade Regional Nordeste do SFB, Alencar Garlet, destacou a facilidade de acesso à área do projeto e a comunicação com os envolvidos nas atividades pela Unidade estar localizada na capital do estado, além da troca de conhecimentos.

“Com o monitoramento, verifica-se a correta execução do plano de trabalho, que é necessária para liberação dos recursos. Este projeto também é uma grande oportunidade de troca de experiências sobre restauração florestal. Ao mesmo tempo em que fiscalizamos, também estamos aprendendo, pois, o plantio de nativas ainda é muito novo e temos muitos desafios a serem superados. A experiência que estamos adquirindo neste projeto será muito útil para futuras ações de recuperação florestal na Mata Atlântica”, ressaltou Garlet.

Recuperação ambiental

O projeto é coordenado pela Fundação para o Desenvolvimento da Terra Potiguar (Fundep). O coordenador técnico do projeto e engenheiro florestal, Tasso Torres, informou que as ações do Projeto de Recuperação do Rio Pitimbu foram retomadas recentemente, após o recebimento da segunda parcela pelo FNMA. Até abril deste ano, serão plantadas 80 mil mudas de espécies nativas. Dentre outras, estão o angico vermelho, murici, catingueira, guabiraba-de-pau, embaúba, ubaia-azeda, tamboril e jatobá.

“O objetivo é ao final, em setembro de 2022, termos plantado 120 mil mudas de espécies nativas numa área de 193 hectares. Além disso, estamos fazendo a poda drástica dos cajueiros, que são considerados espécies exóticas, para fornecer matéria orgânica para a área em recuperação”, disse Tasso Torres.

Para o presidente da Coapafama, Rubens Gomes da Silva Júnior, a execução do programa pela comunidade tem contribuído para a conscientização da importância de recuperar a área degradada para o meio ambiente. “A função da Coapafama é fornecer a mão de obra, os serviços de mecanização agrícola e controlar as espécies exóticas por meio da poda. Esse trabalho vai remunerar, até o final do projeto, em torno de 55 cooperados”, afirmou.

A cooperativa vai receber mais de R$ 500 mil pelos serviços prestados. Ao todo, serão beneficiados cerca de 35 colaboradores na fase de implantação do projeto e 20 colaboradores, durante a etapa de monitoramento e manutenção.

Segundo dados do IX Simpósio Nacional de Geomorfologia (Sinageo), a extensão da APP do Rio Pitimbu é de aproximadamente 14,6 mil hectares. Os Assentamentos Quilombo dos Palmares II e Eldorado dos Carajás têm uma população de 47 e 80 famílias, respectivamente.