Sem uma reforma da Previdência, cada jovem nasce com uma dívida de R$ 110 mil

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Para evitar que a população pague uma fatura pesada e enfrente dificuldades, as regras da Previdência precisam ser alteradas. Sem uma reforma, o déficit atuarial do setor público e privado alcança R$ 9,23 trilhões, o equivalente a 147% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016. Se esse valor fosse dividido igualmente pela parcela mais jovem de brasileiros, de até 25 anos, haveria uma dívida de R$ 110.274,79 para cada um, inclusive crianças que acabaram de nascer. Os dados fazem parte de umestudo do Tesouro Nacional.

O déficit atuarial é quanto o governo precisa ter para pagar todos os benefícios futuros da Previdência. Neste caso, o cálculo vai até 2060. Esse tipo de ponderação é importante para que o poder público possa planejar seus gastos e para que a população não fique desassistida. Sem saber quanto precisará gastar nos próximos anos, o governo seria pego de surpresa e não teria recursos para aplicar em segurança, educação, saúde e em outros serviços públicos importantes para a sociedade.

Essa conta, no entanto, pode ser ainda maior, caso entre o déficit atuarial de estados, do Distrito Federal e dos municípios. Apenas os entes da federação têm uma fatura de R$ 5,4 trilhões. Na prática, o Governo do Brasil tem de descobrir como garantir o pagamento de R$ 14,62 trilhões em benefícios, uma dívida equivalente a 233% do PIB. Isso quer dizer que toda a riqueza produzida pelo País em pouco mais de dois anos teria de ser desembolsada para pagar essa fatura.

Impactos para a sociedade

O estudo que traz essas informações avalia ainda que, ao manter as regras atuais de Previdência, o País faz uma opção por “sacrificar áreas relevantes à sociedade”. Essa pesquisa é ainda um alerta para que, caso não ocorra uma reforma, os brasileiros terão de aceitar ou pagar um volume insustentável de impostos, ou abrir mão de programas nas áreas de Educação, Segurança Pública, Saúde e de investimentos em estradas e saneamento.

Ao escolher não fazer uma reforma, o Brasil faz ainda uma opção por mais crises econômicas no futuro, por estar sempre assombrado pelo desemprego, pela inflação e pela instabilidade. Sem mudar as regras, o País nunca poderá priorizar o que é importante para os brasileiros e dificilmente reduzirá desigualdades.