Seis municípios de Mato Grosso deverão ter divisas atualizadas

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O mapa interno de Mato Grosso deverá passar por uma atualização no que diz respeito aos limites territoriais entre os municípios dePoconé, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Nobres, Nova Brasilândia ePlanalto da Serra. Coordenada pela Secretaria de estado de Planejamento (Seplan), com apoio da Assembleia Legislativa e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta é a segunda etapa de um projeto de revisão geográfica que visa resolver conflitos territoriais e esclarecer documentos cartográficos.

A ação já foi concluída em sete outros municípios, localizados na região do Vale do Rio Cuiabá: Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Acorizal e Jangada. Essa primeira ação ainda envolveu os municípios limítrofes de Poconé, Cáceres, Porto Estrela, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Jaciara, Juscimeira, Rondonópolis e Itiquira.

O intuito do projeto é contemplar o restante das 141 cidades do estado nas demais fases. Por enquanto, a revisão territorial da atual fase também deverá envolver indiretamente outros 13 municípios vizinhos: Cáceres, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Santo Antônio do Leste, Poxoréu, Primavera do Leste, Campo Verde, Santa Rita do Trivelato, Nova Mutum,Diamantino, Alto Paraguai, Porto Estrela e Barra do Bugres.






Na última segunda-feira (20) equipes responsáveis pela revisão cartográfica iniciaram as visitas técnicas aos municípios da primeira etapa do projeto. Até o dia 4 de agosto, as 19 cidades envolvidas nesta fase da ação já deverão ter sediado reuniões nas quais a metodologia do trabalho será apresentada aos moradores e representantes dos municípios. Na ocasião, as lideranças locais poderão falar sobre a situação da cidade, além de oferecer documentos e abaixo-assinados sobre rotas de atendimento escolar e campanhas de vacinação.

Na segunda etapa deverão acontecer as oficinas de trabalho, com a discussão efetiva dos limites territoriais de cada município e a busca por consenso para redefini-los. Caso não haja consenso, serão aplicados questionários socioeconômicos que servirão de parâmetro para atualização. Após a análise dos dados, as equipes responsáveis darão inicio a elaboração dos mapas.

O próximo passo será a realização de audiências públicas. Nas audiências, que deverão acontecer nas sedes dos municípios mais populosos, serão discutidos os resultados e possíveis ajustes.

De acordo com Lígia Camargo, coordenadora dos trabalhos, a indefinição quanto às divisas existe porque a legislação que definiu essas fronteiras é antiga. Entre os problemas atuais estão a sobreposição de áreas (pertencentes a dois municípios ou mais), áreas sem jurisdição ou não localizadas nos registros oficias e, ainda, descaracterizadas pelo desenvolvimento da atividade econômica regional.