Segue a “invasão” portuguesa no futebol brasileiro

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Cesar Greco/Palmeiras

Segue a “invasão” portuguesa no futebol brasileiro

Cerca de 30% dos técnicos do Brasileirão são portugueses

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Ao longo da história do futebol, inúmeros técnicos portugueses tiveram a oportunidade de treinar times brasileiros, como, por exemplo, Jorge Joreca, que comandou Corinthians e São Paulo na década de 1950, e Ernesto Santos, que treinou Vasco e Flamengo na década anterior, 1940. Entretanto, a chegada de técnicos portugueses no Brasil se tornou bem mais comum após o ano de 2019, com o sucesso conquistado pelo treinador Jorge Jesus no Flamengo, que em pouco tempo mudou o panorama no clube carioca, conquistando títulos importantes: a Copa Libertadores (2019), o Campeonato Brasileiro (2019), o Campeonato Carioca (2020), a Recopa Sul-Americana (2020) e a Supercopa do Brasil (2020). Outro técnico contemporâneo a Jorge Jesus que também contribuiu para a chegada de mais treinadores lusitanos é Abel Ferreira, atual comandante do Palmeiras. No clube desde 2020, Abel conquistou por três vezes o Campeonato Paulista (2022, 23 e 24), a Copa do Brasil (2020), a Recopa Sul-Americana (2022), a Supercopa do Brasil (2023), o Campeonato Brasileiro (2022 e 23) e a Copa Libertadores (2020 e 21).

O fato dos dois times mais vitoriosos do Brasil nos últimos anos terem alcançado seus auges sendo comandados por técnicos portugueses contribuiu muito para esse movimento de chegada de mais técnicos vindos de Portugal. Entretanto, vai muito além disso: Palmeiras e Flamengo são times bem estruturados e com os maiores orçamentos do futebol brasileiro dos últimos anos. Isto é, não basta apenas contratar um bom treinador. É preciso ter estrutura para o desenvolvimento de uma nova filosofia de trabalho e orçamento para ir ao mercado e trazer os melhores atletas.

Recentemente, mais dois técnicos portugueses foram anunciados em times brasileiros: Petit, pelo Cuiabá (que anteriormente era comandado por Antônio Oliveira, outro português, e atual técnico do Corinthians), e Álvaro Pacheco, que chega ao Rio de Janeiro para assumir o Vasco da Gama. O Cruzmaltino teve uma experiência frustrante com a contratação de um técnico português, Sá Pinto, em 2020, que na ocasião, ficou apenas três meses no clube.

Pelo visto, a invasão portuguesa no Brasil continuará em alta, mas não se sabe por quanto tempo. Na atual edição do Campeonato Brasileiro, 6 dos 20 técnicos são portugueses, ou seja, cerca de 30% do total. Vale salientar que outros 20% são argentinos, ou seja, 10 técnicos estrangeiros comandando metade dos clubes da Série A.

Técnicos do Campeonato Brasileiro – 2024

  • Athletico – Cuca (Brasil)
  • Atlético-GO – Jair Ventura (Brasil)
  • Atlético-MG – Gabriel Milito (Argentina)
  • Bahia – Rogério Ceni (Brasil)
  • Botafogo – Arthur Jorge (Portugal)
  • Red Bull Bragantino – Pedro Caixinha (Portugal)
  • Corinthians – Antônio Oliveira (Portugal)
  • Criciúma – Cláudio Tencati (Brasil)
  • Cruzeiro – Fernando Seabra (Brasil)
  • Cuiabá – Petit (Portugal)
  • Flamengo – Tite (Brasil)
  • Fluminense – Fernando Diniz (Brasil)
  • Fortaleza – Juan Pablo Vojvoda (Argentina)
  • Grêmio – Renato Gaúcho (Brasil)
  • Internacional – Eduardo Coudet (Argentina)
  • Juventude – Roger Machado (Brasil)
  • Palmeiras – Abel Ferreira (Portugal)
  • São Paulo – Luis Zubeldía (Argentina)
  • Vasco – Álvaro Pacheco (Portugal)
  • Vitória – Thiago Carpini (Brasil)

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