Projeto de Escola Plena é selecionado para participar de Mostra Internacional

Professores e alunos da Escola Plena João Sato, de Araputanga - Foto por: Divulgação

Projeto de Escola Plena é selecionado para participar de Mostra Internacional

Um projeto desenvolvido por quatro professores da Escola Plena João Sato, do município de Araputanga (a 345 quilômetros de Cuiabá), que utiliza o óleo e o mesocarpo do babaçu para produção de alimentos, foi selecionado para participar da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que será realizada entre os dias 22 e 24 de outubro na cidade de Novo Hamburgo (RS).

Conforme explica o coordenador pedagógico da escola, Rodrigo Bueno Freitas, o projeto é fruto da disciplina eletiva “La Casa de Papel”, realizada no primeiro semestre de 2019 e foi desenvolvido pelos professores Cristiane Amorim, Francine Procópio, Viviane Santos e Edmar Francisco.

Os alunos conheceram e ajudaram a desenvolver o trabalho, conhecendo as propriedades alimentares do óleo e o mesocarpo de babaçu, bem como a maneira de utilizar os recursos na produção de alimentos.

De acordo com o coordenador, o objetivo da disciplina foi estimular o aluno a ter atitudes inovadoras no gerenciamento da sua vida, buscando novos caminhos e soluções para sua formação profissional e pessoal. O projeto enfatiza também a importância da sustentabilidade com a criação de produtos a partir de matérias primas oriunda da região Vale do Jauru.

“O trabalho veio ao encontro das necessidades de suprir o déficit alimentar das crianças carentes, nas creches e pré-escolas da cidade de Araputanga. Alimentação e nutrição são fatores essenciais na manutenção da saúde, para o desenvolvimento das crianças na fase escolar”, observa o coordenador.

Os professores pesquisadores conheceram o Grupo da Margarida, formado por mulheres que trabalham com o extrativismo vegetal do babaçu no assentamento Margarida Alves, no município de Mirassol D’Oeste. No local, eles conheceram a produção do óleo para inserir na alimentação.

A professora de matemática Francine Procópio, uma das idealizadoras do projeto, destaca que com essa iniciativa é possível levar para as famílias uma alimentação mais saudável, barata e acessível. “Com a matéria prima, oriunda da própria região, é possível reduzir a desnutrição de crianças, que é corriqueira em nossa sociedade”, enfatiza.

Um dos alimentos produzidos pelos professores e alunos é o pão feito a partir da farinha de mesocarpo do babaçu. A farinha é formada por compostos ricos em glicerina, ácido fólico e colina, sendo um complemento alimentar rico em fibras, sais minerais e amido.

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