Profissionais levam assistência médica à população em situação de rua

ministério da saúde convoca o cidadão para que no novo ano o combate ao mosquito faça parte da rotina



Os "Consultórios na Rua" fazem parte de uma iniciativa que tem o objetivo de ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde.A ação tem como base o princípio de equidade, que tem como definição: tratar os desiguais de forma desigual de modo a alcançar a igualdade de atendimento entre todos os usuários.

A estratégia visa levar atenção integral à saúde para esse grupo populacional no local onde estão. Seja qual for esse local–uma praça, um terminal rodoviário, na região portuária, em espaços abandonados.

Para o técnico do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Marcelo Pedra, que é psicólogo sanitarista, o Consultório na Rua é uma forma de tirar essas pessoas da invisibilidade.

“Temos uma política de atenção básica no Brasil para alcançar populações que têm algum tipo de dificuldade em acessar as unidades básicas de saúde, especialmente a população em situação de rua, ribeirinhos e quilombolas. O cuidado dessas pessoas precisa de alguns olhares. E o mais importante é que todo profissional de saúde precisa assumir a responsabilidade pelo cuidado integral da saúde de todo e qualquer cidadão”, defende.

Dentistas

É com foco nesse olhar e cuidado integral que as equipes de Consultório na Rua do município de Curitiba, no Paraná, incluíram cirurgiões-dentistas no programa, antes mesmo da categoria figurar na portaria que regulamenta a ação.

Hoje, Curitiba conta com quatro equipes. Dois médicos e dois cirurgiões-dentistas se revezam no atendimento. De acordo com dados de 2008 do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), há quase 3 mil moradores em situação de rua na capital curitibana.

Cenário nacional

Em todo o Brasil, há aproximadamente 150 unidades do programa Consultório na Rua. A quantidade de equipes e profissionais por município varia de acordo com o tamanho da população.

O tamanho das equipes vai de quatro a sete profissionais com formação em diversas áreas (conforme a especificidade de cada território): enfermeiro, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, agente social, técnico ou auxiliar de enfermagem, técnico em saúde bucal, cirurgião dentista, profissional/professor de educação física, profissional com formação em arte e educação e médico. Cabe às secretarias municipais de saúde definir o perfil de equipe que melhor atende a população em situação de rua local.

Para saber mais sobre o Consultório na Rua cliqueaqui.