Profissão bartender: conheça um pouco mais sobre essa especialidade

Bartender não é sinônimo de barman, apesar de serem profissões parecidas, saiba mais

Preparar drinks com bebidas dos mais diversos sabores, frutas e até leite condensado é algo comum na vida de um bartender. Ele é o profissional responsável pela criação de bebidas alcoólicas e não alcoólicas em bares, restaurantes e eventos.

Geralmente, esses profissionais são divididos em duas categorias básicas: o bartender clássico e o bartender freestyle ou performático. Além disso, a profissão se diferencia do barman, atividade que também envolve a criação de drinks, mas de forma bem mais elaborada.

A profissão de bartender, apesar de ser majoritariamente masculina, tem aberto espaço para as mulheres.

Diferenças entre barman e bartender

Antes de mais nada, é preciso entender que existem diferenças entre as duas profissões. Isso porque para ser barman, que é uma atividade super antiga, é necessário ter, no mínimo, um curso de coquetelaria, que vai lhe ensinar a fazer bebidas registradas pela Associação Internacional de Bartenders (IBA).

Isso significa dizer que o barman é um profissional mais especializado e com alguma formação na área. Ele precisa se manter sempre atualizado a respeito das novidades no mundo das bebidas, além de saber criar diferentes tipos de bebidas de acordo com o gosto de cada cliente.

Já o bartender é a pessoa que faz drinks pré-estabelecidos durante festas, eventos e em bares. Nesse caso, não é exigido do profissional nenhum tipo de certificação mais elaborada, como no caso do barman. Até porque sua função não é necessariamente a de criar bebidas novas, mas fazer aquelas que já estão disponíveis no cardápio.

Geralmente, o bartender é uma pessoa mais jovem, e a simpatia é quase que uma exigência nesse tipo de mercado. Saber lidar com o público de maneira cordial e divertida, além é claro, de ser ágil no preparo e serviço das bebidas, é indispensável.

A primeira categoria de bartender, clássico (atendente), é a mais comum e segue o estilo da escola americana. Esse profissional deve ter um perfil mais jovem, oferecendo seus serviços em casas noturnas, festas, bares e eventos. Seu estilo é mais descontraído e, para ele, não é exigido o uso do clássico uniforme de barman — terno e gravata.

A outra categoria, freestyle ou performática, reúne as mesmas características do bartender atendente mais a questão do entretenimento. Lances usando mágica, pirofagia (arte com fogo) e work flair ou flair (malabares com garrafas e utensílios de bar) são comuns para esse gênero que garante diversão e bons drinks.

Barreiras de gênero e rompimento com preconceitos

Apesar de ser uma atividade majoritariamente masculina, a profissão de bartender tem ganhado, cada vez mais, adeptas do sexo feminino.

O preconceito é uma das principais barreiras desse mercado, já que muitos donos de bar acreditam que mulheres não vão dar conta do trabalho, seja pela falta de força física ou por se tratar de uma atividade majoritariamente noturna.

Trata-se do velho pensamento de “sexo frágil” que ainda reina na maioria dos ambientes. Essa barreira, porém, tem sido, pouco a pouco, destruída por bartenders femininas que têm demonstrado ao mundo seu enorme potencial na elaboração de bebidas.

São exemplos dessa conquista as bartenders Talita Simões e Adriana Pino, eleitas como as melhores bartenders do ano pela etapa brasileira do World Class de 2011 e 2018, respectivamente.

Segundo Adriana, “trabalhar com o público é uma tarefa bastante árdua, pois cada um é um universo, mas, ao mesmo tempo, é muito prazeroso”.