Primeira-dama de Várzea Grande visita Casa de Acolhimento Provisório e promete ser defensora de projetos e ações sociais

Primeira-dama de Várzea Grande visita Casa de Acolhimento Provisório e promete ser defensora de projetos e ações sociais

Ela participou de um evento em comemoração ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua

A primeira-dama do município, Kika Dorileo Baracat, juntamente com a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, participaram na manhã desta terça-feira (24), na Casa de Acolhimento Provisório – localizado no bairro Ouro Verde, em Várzea Grande – de um evento em comemoração ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, cuja data é celebrada no dia 19 de Agosto.

Elas visitaram as estruturas da casa e suas acomodações, bem como, conheceram de perto as atividades atribuídas aos acolhidos, que estão de passagem, ou que por um motivo ou outro, não tem para onde ir. Atualmente, o abrigo acolhe 15 pessoas do sexo masculino, que recebem refeição completa, cama para dormir, banho e roupas limpas. A assistência, ainda garante o acesso a serviços que visam à reintegração dos acolhidos, documentação pessoal, quando necessário atendimento em saúde, e ajuda caso queiram, no reencontro com a família de origem.

“Dar condições para que as pessoas que, por um motivo ou outro, estão em situação de rua para que possam ter um teto e se estabilizar até que tenham de fato condições de tocarem as suas próprias vidas. Esse é o principal propósito desta casa de acolhimento, que tem realizado muito bem essa atribuição e esse papel, que tem sido referendado pela atuação marcante de toda a equipe que compõem a assistência social, que tratam com respeito e dignidade a todos aqueles que necessitam de ajuda”, destacou a primeira-dama que prometeu ser defensora de todos os projetos e ações que tenham como causa justiça social.

Ela também elogiou a condução da Casa de Acolhimento, que administra atividades para que os amparados não se sintam improdutivos, como a horta caseira, ideal para quem não tem muita intimidade com o plantio, mas que já está dando resultados positivos, e muitas das hortaliças são usadas na alimentação dos moradores.

A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira disse que a gestão municipal do prefeito Kalil Baracat e da primeira-dama Kika Dorileo têm esse olhar humanitário e que buscam aplicar políticas públicas que vem de fato equacionar, se não todas, mas a maioria das questões sociais existentes no município, e que foram afetadas ainda mais com a pandemia provocada pela Covid-19. “Muitas famílias perderam seus empregos e tiveram que contar com o apoio do poder público, e tantos outros tiveram as suas condições também afetadas ao ponto de estarem nas ruas. O nosso trabalho é de atender a essa demanda e temos nos dedicado para concluir cada tarefa atribuída”.

Quanto às pessoas que estão na Casa de Acolhimento Provisório, Ana Cristina disse que cada um dos acolhidos tem uma história de vida, e que buscam acolhimento, para que no momento oportuno possam ser inseridos no seio da família ou no mercado de trabalho. “Para isso contamos com uma equipe multifuncional, composta por psicólogos e assistentes sociais que fazem esse acompanhamento diário e tão necessário para uma mudança de vida”.

O gerente do Centro Pop, Fábio Reveles, disse que a Prefeitura Municipal de Várzea Grande vem realizando o trabalho de resgate das pessoas em situação de rua, desde o início da pandemia, porém muitos não atendem ao chamado e se tornam resistentes a qualquer tipo de ajuda. “Ainda que eles não queiram, nós ajudamos com a distribuição de alimentos e entrega de produtos de higiene. Já os que deixam as ruas são encaminhados para essa casa de acolhimento, onde recebem atendimento médico e assistencial”, informou.

Para a psicóloga Tatiane Fagundes – que auxilia no atendimento aos acolhidos – é necessário analisar essa população no seu conjunto e buscar respostas às suas especificidades, por isso o trabalho com essas pessoas deve ser feito de forma individual. “Esta população apresenta diversidade de perfis, e a fragilidade ou ausência de vínculos familiares contribui para agravar esse quadro de vulnerabilidade. Nosso objetivo é buscar alternativas que possam melhorar essa condição e, acima de tudo, que eles tenham uma nova história de vida”, completou.

A Casa de Acolhimento Provisório não acolhe apenas moradores de Várzea Grande, mas imigrantes que deixaram o seu país em busca de uma vida melhor e, que acabaram não realizando os seus sonhos sendo obrigados a viverem na rua. Esse é o caso do argentino Miguel Jorge Nemmi, que atualmente está residindo na casa. “Estava nas ruas sem documentos e dinheiro para me manter, quando recebi o convite para vir para este lar, onde recebi carinho e atenção. Espero que assim como esta, existam muitas outras casas de abrigo aos mais necessitados, e que o poder público nunca deixe de olhar para esse público. Eu fui muito bem recebido aqui e por todos que me acolheram com atenção, carinho e respeito. Sou muito grato”.

Josias da Cruz também está residindo na Casa de Acolhimento e disse que chegou ao local sem nenhuma direção, e que foi muito bem acolhido. “Só tenho a agradecer a todos por essa oportunidade de poder me encontrar e dar um novo sentido a minha vida”.

Durante o evento os acolhidos participaram de uma palestra sobre saúde bucal além de receberem também cuidados, como o corte de cabelo”.

HISTÓRICO: Em 2004, entre os dias 19 e 22 de agosto, ocorreu o então conhecido “Massacre da Sé”, talvez um dos dias mais violentos na vida da população em situação de rua. Nessa data, 15 pessoas que utilizavam o espaço da Praça da Sé em São Paulo, como moradia improvisada foram brutalmente atacadas na calada da noite, resultando em 7 mortos e 8 feridos gravemente.

A partir desse triste episódio passou a comemorar – todos os anos –  no dia 19 de agosto o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua.

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