Prefeitura de Rondonópolis faz estudos para tombamento de casa que pertenceu ao Marechal Rondon

Foto: Acervo histórico

A Prefeitura de Rondonópolis por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura – Secult, está realizando um extenso estudo; na verdade um levantamento histórico, cultural e patrimonial, cuja finalidade será o tombamento, das dependências da sede da fazenda velha, que pertenceu ao fundador da cidade, Marechal Cândido Rondon.

A casa que teria sido construída no final do século XIX, por volta das décadas de 1890-1900, resistiu ao tempo, e, apesar das modificações estruturais sofridas, carece de uma urgente intervenção, no sentido de recuperar e restaurar a estrutura e memória dessa propriedade rural que pertenceu ao fundador da cidade, segundo estudos e laudos técnicos emitidos por uma equipe de engenheiros e arquitetos que vistoriaram o local.

Conforme informações, essa preocupação de preservação da Secult, se dá, em razão da necessidade de intervenção do poder público no local, já que a continuação da futura Avenida W11, passando sobre a ponte nova e se estendendo até a BR-364, vai passar cerca de 200 a 300 m do prédio histórico, e caso não haja uma providência, a grande movimentação de veículos nas proximidades, bem como, a situação de vulnerabilidade a que vai ficar exposta em razão desse fato, poderá comprometer a estrutura da casa, que até aqui, resistiu ao tempo.






Para isso, o prefeito Zé Carlos do Pátio criou através da Portaria nº 25.962 de 1º de julho do ano passado, uma “Comissão Técnica de Tombamento”, que, inclui servidores de diversas secretarias e procuradoria do município, e que, desde o mês de agosto de 2020, vem realizando estudos e levantamentos de dados, bem como, relatos documentais históricos, que comprovam a propriedade e a ocupação frequente por parte do Marechal, quando o mesmo visitava a região.

Conforme informações da Comissão de Tombamento, atualmente a propriedade pertence a iniciativa privada e essa ação de tombamento e futura, provável desapropriação em caráter de interesse público para transformação do local num “Parque Histórico Ambiental”, deverá possibilitar a preservação e o resgate da memória histórica do local, mediante investimentos públicos em restauração e preservação.

Os documentos estudos/levantamentos que já reúnem mais de 200 páginas, registram o passado histórico do local e sua importância na preservação das memórias do município.

Conforme o presidente da Comissão de Tombamento, José Roberto de Souza, da Secult, os trabalhos estão embasados em: pelo menos três leis: uma municipal, outra estadual e uma terceira federal, estão sendo finalizados e deverão seguir para apreciação da Procuradoria-Geral do Município, para receber parecer jurídico, que vai abalizar a documentação legal, necessária à regulamentação do Processo de Tombamento da referida casa, bem como, da fundamentação legal para confecção do referido Projeto de Lei que irá oficializar o ato, com o aval e anuência da Câmara Municipal.

A expectativa da comissão é de que todo o processo de tombamento esteja concluído em breve, até para garantir a preservação memorial desse patrimônio histórico do município.